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Política

Polícia Federal encontra sala secreta em hangar ligado a Willer Tomaz

Espaço oculto com porta blindada e máquina de contar dinheiro foi descoberto no Aeroporto de Brasília após denúncia anônima.

Por 2 min de leitura

Polícia Federal encontra sala secreta em hangar ligado a Willer Tomaz
Polícia Federal encontra sala secreta em hangar ligado a Willer Tomaz

A Polícia Federal identificou uma sala cofre em um hangar utilizado por empresas de aviação do advogado Willer Tomaz, localizado no Aeroporto Internacional de Brasília. A descoberta ocorreu em agosto deste ano, durante diligências da Operação Sem Desconto, e foi motivada por uma denúncia anônima que apontava a existência de uma parede falsa no local.

Segundo o relatório da corporação, os agentes retornaram ao hangar após o cumprimento inicial de mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. O compartimento oculto estava protegido por uma porta metálica robusta, aparentemente blindada, e exigiu esforço da equipe para ser acessado por trás de uma estrutura de madeira.

No interior da sala, os policiais não encontraram dinheiro em espécie. No entanto, o espaço contava com uma estrutura interna gradeada e compartimentada, além de malas vazias e uma máquina de contagem de cédulas, elementos que, para os investigadores, são típicos de ambientes destinados à custódia e ao transporte de valores.

A Operação Sem Desconto investiga um suposto esquema de descontos indevidos do INSS, além de suspeitas de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro envolvendo nomes como o senador Weverton Rocha. No âmbito das apurações, a Polícia Federal também apreendeu quatro aeronaves associadas às empresas de Willer Tomaz nos hangares do aeroporto.

Willer Tomaz é alvo de investigações em diferentes inquéritos no STF, incluindo um caso sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes que apura suposta evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas esportivas, em conjunto com o senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro. Ambos negam irregularidades nas acusações.

Por meio de sua assessoria jurídica, Willer Tomaz negou veementemente qualquer conduta ilícita e classificou a suspeita policial como fantasiosa. A defesa argumentou que a sala-cofre e os equipamentos instalados no hangar integram a estrutura operacional voltada ao atendimento de empresas de transporte de valores, que utilizam os serviços das companhias de aviação.

A nota da defesa aponta ainda que a atividade de transporte aéreo de numerário segue rigorosos protocolos de segurança e que a presença de ambientes protegidos e contadoras de cédulas é plenamente compatível com a operação regular do setor, criticando a tentativa de conferir conotação criminosa aos equipamentos.

Fontes consultadas

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