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Brasil

Polícia prende padrasto por maus-tratos e investiga caso como tortura no Paraná

Criança chegou a Centro Municipal de Educação Infantil com ferimentos e uniforme manchado de sangue.

Por 2 min de leitura

Polícia prende padrasto por maus-tratos e investiga caso como tortura no Paraná
Polícia prende padrasto por maus-tratos e investiga caso como tortura no Paraná

Uma criança chegou a um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) apresentando ferimentos visíveis e marcas de sangue em sua camisa, o que motivou a mobilização de funcionários e a posterior prisão de seu padrasto pela Polícia Militar do Paraná. De acordo com informações divulgadas pelas autoridades policiais, a vítima exibia hematomas no rosto, nos lábios e nas orelhas, além de inchaço no nariz, sangramento e marcas avermelhadas nas costas.

Diante dos evidentes sinais de violência identificados no uniforme e no corpo da menina, a instituição de ensino acionou imediatamente a Polícia Militar. O suspeito foi localizado e preso em sua residência, sendo autuado inicialmente pelo crime de maus-tratos qualificado.

Segundo o delegado Antonio Laercio Sousa, o padrasto era a pessoa encarregada de colocar a criança no transporte escolar para que ela frequentasse o CMEI, enquanto a mãe trabalhava fora. O delegado informou ainda que a mãe da vítima não tinha conhecimento das agressões cometidas contra a menina.

Os levantamentos preliminares apontam que a criança sofria lesões recorrentes desde que o suspeito e a mãe passaram a morar juntos, há aproximadamente dois meses. Em seu depoimento prestado à polícia, o homem negou as agressões e tentou justificar os ferimentos afirmando que eles teriam sido causados por quedas ocorridas no transporte escolar e em móveis da residência.

Apesar da autuação inicial por maus-tratos, o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil como tortura-castigo. Essa modalidade criminosa é caracterizada pela imposição de sofrimento físico ou mental por meio de violência ou grave ameaça, cuja previsão legal estabelece uma pena mais severa em comparação ao crime de maus-tratos.

As autoridades seguem apurando os detalhes do caso para esclarecer todas as circunstâncias das agressões sofridas pela vítima e garantir a responsabilização do autor no âmbito judicial.

Fontes consultadas

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