Primas desaparecidas no Paraná foram mortas a tiros dentro de caminhonete
Laudo da Polícia Civil concluiu que as jovens de 18 anos foram assassinadas em abril e os restos mortais foram encontrados em agosto.
A Polícia Civil do Paraná concluiu nesta segunda-feira o laudo pericial sobre a morte das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, que estavam desaparecidas havia quatro meses. Conforme a investigação, as jovens foram assassinadas a tiros dentro de uma caminhonete após deixarem uma casa noturna em Paranavaí, na região noroeste do estado, no dia 21 de abril.
O autor do duplo homicídio foi identificado como Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos. O inquérito apontou que Letycia conhecia o homem de festas anteriores, onde ele se apresentava pelo nome de Davi. Na noite de 20 de abril, Clayton convidou as primas para um evento na cidade de Porto Rico, e elas aceitaram o convite, partindo de Cianorte na companhia dele.
A dinâmica do crime detalha uma execução violenta ocorrida dentro do veículo. De acordo com o delegado Luís Fernando Alves, Sttela estava no banco de trás da caminhonete e foi atingida por três disparos efetuados por Clayton. Ao se assustar com a situação, Letycia tentou fugir, mas acabou sendo alcançada por dois tiros na cabeça.
A caminhonete utilizada no crime ainda não foi localizada pelas autoridades policiais. O principal suspeito dos assassinatos não chegou a ser julgado pelos crimes, pois morreu no dia 21 de agosto durante uma abordagem policial no município de Mandaguari.
Na mesma data em que Clayton foi morto, um segundo suspeito, identificado apenas pelo apelido de Magrão, indicou aos policiais o local onde os restos mortais das jovens haviam sido abandonados, em uma área rural próxima a Paraíso do Norte. As ossadas foram encontradas e posteriormente identificadas por meio da arcada dentária no final de agosto.
Magrão permanece preso e foi indiciado por ocultação de cadáver. No entanto, a investigação policial descartou a participação dele nos homicídios, visto que as câmeras de segurança e os depoimentos confirmaram que as primas deixaram a boata exclusivamente na companhia de Clayton.
Além disso, uma mulher apontada como ex-namorada de Clayton foi presa em maio durante uma operação policial, sob a suspeita de ter fornecido apoio financeiro e logístico ao homem durante o período em que ele permaneceu foragido. Após a conclusão dos exames periciais e a liberação das ossadas pela Polícia Científica, os corpos de Letycia e Sttela foram sepultados.