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Política

Procurador geral alerta sobre limites legais para protestos

Gregorio Eljach destacou que a manifestação pacífica é protegida, mas não é um direito absoluto e requer responsabilidade.

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Procurador geral alerta sobre limites legais para protestos
Procurador geral alerta sobre limites legais para protestos

Em meio aos preparativos para as jornadas de mobilização programadas por diversos setores, o procurador-geral da Nación, Gregorio Eljach, emitiu uma declaração institucional para estabelecer os parâmetros normativos que regulam o direito à manifestação ciudadana no país. O chefe do Ministério Público enfatizou que, embora a protesta social pacífica conte com amplo respaldo legal e constitucional, sua prática não pode de forma alguma violar os direitos fundamentais e as liberdades do restante da população.

Durante seu pronunciamento oficial, o alto funcionário apelou aos organizadores e participantes para que mantenham a serenidade e ajudem a preservar a ordem democrática durante os trajetos previstos. O procurador recordou que as manifestações contam com proteção constitucional e legal, mas frisou taxativamente que não se trata de um direito absoluto, pois existem limites estabelecidos pela própria Constituição, pelas leis e pelos regulamentos.

O chefe do Ministério Público também abordou as atribuições conferidas ao Poder Executivo para assegurar a estabilidade nacional e garantir o direito de ir e vir da população que não participa dos atos. Eljach lembrou que o presidente da República, na qualidade de principal autoridade responsável pela ordem pública, dispõe da prerrogativa legal e institucional necessária para intervir e restabelecer a normalidade nos locais onde ocorram distúrbios, episódios de violência ou bloqueios sistemáticos.

Diante disso, a instituição recomendou prudência, respeito mútuo e civismo para que o evento ocorra de maneira verdadeiramente pacífica. Com este aviso público, o órgão de controle reforça sua missão de fiscalização constitucional, realizando um monitoramento rigoroso do comportamento das mobilizações para assegurar que ocorram em conformidade com as normas de convivência social.

Em paralelo a esse debate institucional, a Justiça de outras regiões também registra movimentações envolvendo figuras do Ministério Público. Na província de Río Negro, o procurador-geral Jorge Crespo emitiu um parecer favorável ao governo estadual no âmbito de uma disputa judicial sobre o controle de assiduidade dos servidores públicos por meio de reconhecimento facial e geolocalização.

Crespo recomendou ao Superior Tribunal de Justiça que aceite a apelação apresentada pela Província e reverta a decisão da Cámara Segunda del Trabajo de General Roca, que havia considerado a medida inconstitucional. No entendimento do procurador, o recurso de amparo interposto por trabalhadores hospitalares não preenchia os requisitos legais exigidos, devendo as contestações administrativas tramitar pelas instâncias ordinárias, embora a decisão final permaneça pendente nas mãos da corte superior.

Fontes consultadas

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