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Economia

Projeto de biometano entre Turquia e Europa mobiliza empresas

Iniciativa conjunta estuda transformar resíduos locais em combustível renovável com rota potencial pela Grécia.

Por 2 min de leitura

Projeto de biometano entre Turquia e Europa mobiliza empresas
Projeto de biometano entre Turquia e Europa mobiliza empresas

A empresa alemã Uniper e a turca Biotrend Enerji firmaram um acordo para estudar a conversão de instalações de resíduos em plantas produtoras de biometano. O plano, divulgado em setembro de 2026, estima gerar cerca de 1,4 terawatt-hora por ano de gás renovável na Turquia, utilizando a infraestrutura de gasodutos existente para escoar o produto em direção ao mercado europeu.

O processo envolve transformar resíduos orgânicos que atualmente geram biogás e eletricidade em biometano purificado. Com o tratamento adequado, o gás obtém características semelhantes às do gás fóssil, permitindo sua injeção direta na rede de gasodutos turca sem a necessidade de construir novas rotas exclusivas do zero.

Segundo os planos apresentados pelas companhias, o combustível renovável poderá seguir pela Turquia em direção à Grécia ou à Bulgária, cruzando assim as fronteiras da União Europeia. Essa alternativa logistica aproveita gasodutos tradicionais para facilitar a integração energética e reduzir barreiras de distribuição.

A iniciativa ganha força no contexto das metas do bloco europeu estabelecidas pelo plano REPowerEU, que busca alcançar uma produção de 35 bilhões de metros cúbicos anuais de biometano até 2030. A estratégia europeia visa diminuir a dependência de combustíveis fósseis russos, estimulando investimentos bilionários no setor.

Do lado alemão, a Uniper avalia que a adição dessa nova fonte de gás renovável pode auxiliar no cumprimento das metas de redução de emissões da Alemanha. Contudo, a efetivação da rota depende ainda de regulamentações locais na Turquia e de sistemas de certificação rigorosamente aceitos pela União Europeia.

Apesar do grande potencial estimado pelas empresas na Turquia, que pode chegar a 50 TWh anuais de biometano não explorado, o memorando assinado pelas partes ainda não representa uma decisão final de investimento ou um contrato definitivo de fornecimento comercial.

Fontes consultadas

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