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Protestos na França terminam em saques e milhares de prisões

Manifestações contra o alto custo de vida mobilizaram centenas de milhares de pessoas e resultaram em confrontos e destruição em várias cidades do país.

Por 2 min de leitura

Protestos na França terminam em saques e milhares de prisões
Protestos na França terminam em saques e milhares de prisões

A França registrou uma intensa onda de protestos contra o alto custo de vida que culminou em ruas destruídas, lojas saqueadas, incêndios e milhares de detenções em Paris e em outras cidades do país, como Marselha, Lyon, Bordeaux, Nice e Estrasburgo. Convocadas sob o lema "Amarelos e Jovens", as manifestações reuniram entre 550 mil e 800 mil pessoas, segundo estimativas das autoridades e da central sindical CGT, refletindo o descontentamento popular impulsionado pela inflação e pelo encarecimento dos combustíveis.

Embora grande parte dos atos tenha ocorrido de forma pacífica, grupos violentos entraram em confronto com as forças de segurança, incendiaram veículos e invadiram estabelecimentos comerciais. Em Paris, vitrines foram destruídas e dezenas de lojas foram saqueadas. Unidades de grifes de luxo como Hermès, Louis Vuitton e Hugo Boss, além de comércios de eletrônicos, cosméticos e artigos esportivos, também foram alvos de ataques em diversas regiões francesas.

O balanço oficial das autoridades aponta que pelo menos 1.500 a 1.800 estabelecimentos comerciais sofreram danos em todo o território nacional. Em Limoges, um incêndio criminoso destruiu a prefeitura da cidade, um edifício histórico do século XIX. A violência também deixou dezenas de feridos, incluindo centenas de policiais e gendarmes, além de manifestantes, marcando um dos momentos mais tensos de agitação social recente no país.

O ministro do Interior informou que mais de 1.800 pessoas foram detidas em decorrência dos distúrbios, com um número recorde de prisões registradas na capital francesa. O governo e diferentes lideranças políticas atribuíram os atos de vandalismo e os saques a grupos de extrema esquerda e criminosos infiltrados, enquanto oposições criticaram a condução da segurança pública e cobraram respostas do Executivo.

A crise gerou forte repercussão política e pressão direta sobre o presidente Emmanuel Macron, cujo mandato se aproxima do fim em 2027. O chefe de Estado condenou veementemente a violência e garantiu que os responsáveis pelos ataques a edifícios públicos e ao comércio serão identificados e punidos pela Justiça, enquanto o primeiro-ministro prometeu apoio aos empresários afetados pelos prejuízos financeiros.

O movimento atual evoca lembranças das mobilizações dos "coletes amarelos" ocorridas entre 2018 e 2019. Enquanto o governo avalia os prejuízos materiais e tenta conter a instabilidade, as autoridades reforçam o policiamento e dão continuidade às investigações para restabelecer a ordem pública nas áreas afetadas pelos confrontos.

Fontes consultadas

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