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Política

PT amplia coordenação de campanha de Lula e inclui Geraldo Alckmin no segundo turno

Estratégia da campanha petista para a nova etapa da disputa presidencial busca intensificar o diálogo com o empresariado e reorganizar a mobilização nacional.

Por 2 min de leitura

PT amplia coordenação de campanha de Lula e inclui Geraldo Alckmin no segundo turno
PT amplia coordenação de campanha de Lula e inclui Geraldo Alckmin no segundo turno

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, anunciou nesta terça-feira (6) uma reformulação na coordenação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o segundo turno das eleições presidenciais. Entre as principais mudanças está a ampliação da participação do vice-presidente Geraldo Alckmin nas articulações estratégicas, com o objetivo de intensificar o diálogo com diferentes setores da sociedade, incluindo o empresariado.

A reorganização ocorre após o encerramento do primeiro turno, realizado no domingo (25 de outubro), que terminou com Flávio Bolsonaro (PL) obtendo 47,03% dos votos e Lula alcançando 45,16%. Diante do cenário, a campanha petista pretende descentralizar as atividades e incorporar novas lideranças à equipe de coordenação, como os senadores eleitos Rui Costa e Jaques Wagner, além de intensificar as conversas com partidos aliados e neutros.

Segundo a direção do PT, a estratégia para a nova fase da disputa prevê um confronto político mais direto com o adversário. A legenda planeja confrontar os projetos distintos para o país e explorar temas ligados à segurança pública, à reforma do Judiciário e a posições atribuídas a Flávio Bolsonaro em pautas trabalhistas e de direitos sociais.

Na área de segurança pública, aliados e governadores têm aconselhado o presidente a adotar um discurso mais firme e objetivo contra o crime organizado. Paralelamente, a campanha debate ajustes na condução econômica, com alas defendendo que uma maior projeção de Alckmin possa sinalizar rigor fiscal aos mercados financeiros.

Como parte da mobilização, a Executiva Nacional do PT aprovou um calendário de atos por todo o país, que inclui encontros com parlamentares e reuniões em estados estratégicos como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A prioridade declarada é engajar a militância e buscar eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.

Nas negociações políticas, o partido tem buscado apoios e neutralidades com legendas de centro e centro-direita. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, informou que sua sigla adotará neutralidade, mas liberou o diálogo com lideranças regionais, enquanto conversas também ocorrem com representantes do Republicanos, União Brasil, Progressistas e Avante.

Fontes consultadas

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