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Clima

Queimadas afetam o Pará e o Amazonas com fumaça e alerta de saúde

Incêndios em áreas rurais prejudicam a qualidade do ar em municípios da Região Norte, mobilizando autoridades e moradores no combate às chamas.

Por 3 min de leitura

Queimadas afetam o Pará e o Amazonas com fumaça e alerta de saúde
Queimadas afetam o Pará e o Amazonas com fumaça e alerta de saúde

Incêndios de grandes proporções atingiram propriedades rurais e áreas de pastagem em municípios do Pará e do Amazonas, provocando densas nuvens de fumaça que encobriram zonas urbanas e prejudicaram a qualidade do ar durante o último fim de semana. A situação mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, moradores locais e órgãos ambientais para conter o avanço do fogo, que tem sido favorecido pelas altas temperaturas e pela estiagem prolongada na Região Norte.

No sudoeste paraense, as chamas afetaram as cidades de Medicilândia e Itaituba. Em Itaituba, um fogo expressivo foi registrado na comunidade de São Jorge, a cerca de 60 quilômetros da sede, onde populares e bombeiros trabalharam conjuntamente para evitar que o fogo atingisse residências. A fumaça gerada na zona rural se deslocou para a área urbana, afetando a visibilidade e causando o cancelamento ou a arremetida de voos locais.

Em Medicilândia, o fogo teve início na noite de sábado em uma fazenda e rapidamente consumiu áreas de pastagem e outra propriedade vizinha. Agricultores locais organizaram um mutirão com caminhonetes munidas de água, bombas de pressão e máquinas pesadas para abrir aceiros, faixas de terra sem vegetação destinadas a barrar a propagação das chamas.

Como desdobramento da degradação da qualidade do ar, o governo federal enviou alertas por mensagem de texto na segunda-feira para celulares no Pará. As autoridades recomendaram à população o uso de máscaras ao sair de casa, a manutenção de residências com portas e janelas fechadas, a suspensão de atividades físicas ao ar livre e a hidratação constante, destacando a necessidade de atenção redobrada com crianças, idosos, gestantes e pessoas com problemas crônicos.

Enquanto isso, no Amazonas, o município de Careiro da Várzea registrou dez eventos de fogo ativos e níveis péssimos de qualidade do ar. De acordo com um boletim do Ministério Público de Contas do Amazonas, com base em dados da Universidade Federal do Amazonas e do sistema Selva da Universidade do Estado do Amazonas, a concentração de partículas finas no ar alcançou 204,1 microgramas por metro cúbico.

Os impactos no Amazonas refletem um cenário mais amplo de queimadas no estado. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais indicam o registro de centenas de focos em poucos dias de outubro, elevando o acumulado anual para milhares de ocorrências e superando marcas de períodos anteriores.

Diante da gravidade da situação, forças ambientais atuam na região. Uma atualização divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente apontou que o Ibama já conseguiu extinguir centenas de incêndios no território amazonense desde o início da temporada atual, mantendo frentes de trabalho ativas contra focos restantes.

As autoridades reforçaram os canais de atendimento e denúncia para a população. O Corpo de Bombeiros atende ocorrências em andamento pelo telefone 193, ao passo que denúncias relativas a queimadas ilegais podem ser encaminhadas ao Ibama por meio de seu canal de atendimento telefônico dedicado.

Fontes consultadas

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