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Brasil

Receita Federal testa biometria por palma da mão na Ponte da Amizade

Projeto-piloto na fronteira com o Paraguai busca dar mais agilidade e segurança ao fluxo de pedestres.

Por 2 min de leitura

Receita Federal testa biometria por palma da mão na Ponte da Amizade
Receita Federal testa biometria por palma da mão na Ponte da Amizade

A Receita Federal iniciou um projeto-piloto para o controle de viajantes utilizando a tecnologia de biometria da palma da mão na Ponte Internacional da Amizade, localizada em Foz do Iguaçu, no Paraná. O sistema automatizado começou a registrar a travessia de pedestres na aduana brasileira que faz divisa com Ciudad del Este, no Paraguai, com o objetivo de otimizar a passagem diária em uma das fronteiras mais movimentadas do país.

No primeiro dia de funcionamento da ferramenta, a tecnologia registrou aproximadamente três mil passagens de viajantes. Durante o horário de maior pico, os totens contabilizaram 770 travessias em apenas uma hora, alcançando uma média de tempo de seis segundos por pessoa, sem o registro de filas ou congestionamentos significativos.

O sistema opera sem exigir contato físico com os equipamentos, realizando a leitura biométrica para autenticar os pedestres de forma rápida. O projeto é desenvolvido em parceria com o Itaipu Parquetec, por meio do convênio Muralha Inteligente, que responde pela validação técnica e pelas soluções tecnológicas aplicadas.

Os testes operacionais na cabeceira da passarela de pedestres estendem-se ao longo do mês de outubro. Durante este período, os órgãos responsáveis avaliam os aspectos operacionais, jurídicos e tecnológicos, além de assegurar o pleno cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, garantindo a rastreabilidade e a segurança das informações coletadas.

A aplicação da ferramenta funciona como um instrumento estratégico de apoio à gestão de risco aduaneiro. Com a triagem automatizada, a fiscalização ganha suporte para identificar situações suspeitas que exijam maior atenção, evitando a necessidade de ampliar os controles de maneira generalizada na fronteira.

Apesar da inovação tecnológica, a Receita Federal reforça que as normas aplicadas na aduana permanecem inalteradas. Os limites referentes às cotas de isenção, as exigências para declaração de bens e a atuação presencial dos auditores fiscais continuam vigentes, sem substituição dos mecanismos tradicionais de controle.

Entre as principais vantagens esperadas com a iniciativa estão a diminuição das filas nos pontos de checagem, a otimização do efetivo de fiscalização e a melhoria geral no gerenciamento do fluxo de pessoas. Ao término do mês de outubro, os dados consolidados serão analisados pelas instituições parceiras para subsidiar eventuais aprimoramentos técnicos e possíveis expansões do sistema para outros pontos de controle na região.

Fontes consultadas

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