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Restrições no Starlink afetam operações na Ucrânia e geram impasse

Elon Musk e governo dos Estados Unidos divergem sobre a responsabilidade pela lentidão no sistema de satélites militar.

Por 2 min de leitura

Restrições no Starlink afetam operações na Ucrânia e geram impasse
Restrições no Starlink afetam operações na Ucrânia e geram impasse

A rede de comunicação via satélite Starlink e sua versão militar Starshield enfrentaram restrições de velocidade na Ucrânia, comprometendo operações de drones e a defesa do país contra ataques russos. A medida, implementada na semana passada, gerou impactos imediatos nas forças ucranianas, que relataram dificuldades em manter o controle de equipamentos essenciais para missões de médio alcance e interceptação.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apontou o governo dos Estados Unidos como responsável pela ordem de restrição e cobrou o restabelecimento total do serviço. Em declarações recentes, Zelensky afirmou que as limitações na velocidade dos satélites impediram a Ucrânia de derrubar drones de ataque e abriram espaço para o avanço das forças russas, além de causarem perdas financeiras estimadas em dezenas de milhões de dólares.

Por outro lado, o empresário Elon Musk, dono da SpaceX, sugeriu em publicações na rede social X que o controle da tecnologia Starshield pertence ao governo norte-americano. Musk declarou que eventuais limites de velocidade ou uso são decididos pelos militares dos Estados Unidos e pelo presidente do país, indicando que a decisão estaria sob a alçada federal.

A administração do presidente Donald Trump negou envolvimento direto na restrição do serviço de satélites. O secretário de Estado, Marco Rubio, classificou as acusações como categoricamente falsas e afirmou que a Casa Branca não ordenou qualquer redução na velocidade da internet. O próprio Trump declarou publicamente que desconhece a origem da ordem, mas manifestou interesse em apurar os fatos.

A controvérsia ocorre em um momento de crescentes atritos políticos entre Washington e Kiev. O governo norte-americano tem demonstrado frustração com as ações militares ucranianas contra refinarias de petróleo na Rússia, apontando tais ataques como fatores que elevam os preços da energia, enquanto parlamentares dos Estados Unidos já articulam investigações formais no Congresso para esclarecer o episódio.

Enquanto o impasse político continua sem uma resolução clara sobre quem ordenou a limitação tecnológica, a SpaceX divulgou resultados financeiros expressivos para o terceiro trimestre de 2026. A empresa registrou um salto de 161% na receita total, impulsionada pelo crescimento robusto de seus serviços de conectividade e pelo avanço na área de inteligência artificial, que superou temporariamente a divisão tradicional de satélites em termos de faturamento.

Fontes consultadas

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