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Brasil

Seca extrema deixa hidrovias da Amazônia e do Pantanal em alerta

Baixos níveis nos rios comprometem o transporte de cargas, a navegação e o abastecimento de comunidades ribeirinhas em várias regiões do país.

Por 2 min de leitura

Seca extrema deixa hidrovias da Amazônia e do Pantanal em alerta
Seca extrema deixa hidrovias da Amazônia e do Pantanal em alerta

As principais hidrovias da Amazônia e do Pantanal entraram em situação de alerta para o transporte de cargas e de passageiros devido à estiagem rigorosa que atinge o país. Relatório do Ministério de Portos e Aeroportos aponta que rotas estratégicas para a exportação de grãos e para o suprimento de municípios isolados registram níveis preocupantes de profundidade, impulsionadas por déficits hídricos acumulados.

Na bacia do rio Madeira, a estação de Porto Velho registrou queda expressiva ao longo do mês de setembro, aproximando-se dos limites que exigem restrições à navegação. Apesar de a situação atual se manter em patamares superiores aos observados no mesmo período do ano anterior, a rota que escoa a produção agrícola do Centro-Oeste e abastece cidades com combustíveis e alimentos segue sob monitoramento constante.

O cenário é igualmente delicado no rio Tapajós, no Pará, onde pontos cruciais de navegação apresentam profundidades reduzidas. O setor produtivo demonstra preocupação com o escoamento de soja e milho oriundos de Mato Grosso, temendo que eventuais interrupções ou dificuldades na via fluvial obriguem o transporte das cargas para rodovias, o que elevaria significativamente os custos operacionais.

No Pantanal, a seca extrema afeta de forma direta a bacia do rio Paraguai. Regiões importantes no Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul registram marcas significativamente abaixo das medianas históricas, com previsões de cotas reduzidas para os próximos meses que comprometem a conexão fluvial com portos dos países vizinhos.

Enquanto isso, a Defesa Civil do Amazonas informou que dezenas de municípios no estado já decretaram situação de emergência devido à seca, enquanto outros permanecem em alerta. O governo estadual e órgãos federais têm enviado equipamentos de purificação de água e mantido contratos de dragagem de manutenção para tentar mitigar os impactos sociais e garantir a navegabilidade nos trechos mais críticos.

Especialistas apontam que a estiagem prolongada e a intensificação de fenômenos climáticos globais agravam a vulnerabilidade hídrica em grande parte do território nacional. Embora previsões indiquem chuvas abundantes em outras regiões, a falta de precipitação regular no Norte e no Centro-Oeste impõe desafios persistentes para a logística, a agricultura e a segurança alimentar das populações locais.

Fontes consultadas

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