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Política

Secretária de imprensa dos EUA deixa o cargo após apenas cinco dias

Katie Zacharia encerra breve passagem pela Casa Blanca marcada por polêmicas sobre currículo e coletiva de imprensa conturbada.

Por 3 min de leitura

Secretária de imprensa dos EUA deixa o cargo após apenas cinco dias
Secretária de imprensa dos EUA deixa o cargo após apenas cinco dias

A secretária de imprensa da Casa Branca, Katie Zacharia, deixou o cargo nesta sexta-feira (16), após exercer a função por apenas cinco dias. Segundo veículos da imprensa norte-americana, incluindo o jornal "The New York Times", ela teria sido demitida. O governo dos Estados Unidos não havia confirmado formalmente a informação até a última atualização da reportagem.

A saída ocorre em meio a forte pressão pública e intensa repercussão negativa. Mais cedo, o presidente norte-americano, Donald Trump, declarou ter conversado com a porta-voz sobre a possibilidade de ela reconsiderar sua permanência no cargo de comunicação da Casa Branca. "Acabei de falar com ela sobre isso. Eu disse: 'Katie, será que isso é para você?'. Porque, sabe, ela tem sido tratada de um jeito muito duro pela imprensa", afirmou Trump, acrescentando que talvez a função não fosse adequada para ela.

Zacharia assumiu o posto na última segunda-feira, substituindo Karoline Leavitt, que havia pedido demissão do cargo em agosto para se dedicar à família. A estreia da nova porta-voz ocorreu na terça-feira, durante uma coletiva de imprensa na qual atendeu apenas a três jornalistas e demonstrou nervosismo, chegando a confundir o marido com o presidente dos EUA. A entrevista coletiva, que costuma durar mais de uma hora, encerrou-se em apenas 15 minutos.

Além do desempenho na primeira aparição pública, a gestão de Zacharia foi alvo de escrutínio rigoroso da imprensa devido a questionamentos sobre sua formação jurídica. Inicialmente apresentada por Trump como advogada e atuando em redes sociais com títulos da área jurídica, ela admitiu na quinta-feira que nunca foi aprovada no exame da ordem para exercer a profissão nos Estados Unidos.

Em entrevistas concedidas a veículos conservadores, Zacharia confirmou que não passou no exame da ordem e mencionou que acreditava que o título não seria necessário durante o período em que viveu na China na década de 2010. A organização de ética política Campaign for Accountability solicitou à Ordem dos Advogados da Califórnia a abertura de uma investigação, apontando que intitular-se advogado sem a devida licença constitui crime no estado.

A polêmica também envolveu declarações dadas por Zacharia sobre a China, nas quais afirmou que o país asiático não possuía banheiros adequados. A fala gerou reação oficial de Pequim, cujo Ministério das Relações Exteriores convidou ironicamente a ex-porta-voz a visitar o país com mais frequência.

A saída abrupta de Zacharia acontece a poucas semanas das eleições de meio de mandato de novembro, período estratégico em que a administração busca consolidar sua comunicação política. Enquanto veículos de imprensa relatam demissão, o presidente Trump negou ter ordenado a dispensa e afirmou publicamente desejar que ela tenha uma boa vida, destacando que a colaboradora foi duramente tratada pelos meios de comunicação.

Fontes consultadas

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