Seedorf assume o Corinthians e busca reação contra o rebaixamento
Técnico holandês estreia no comando da equipe corintiana neste sábado contra o Vasco, em São Januário, após ter seu nome regularizado.
O técnico Clarence Seedorf fará sua estreia oficial no comando do Corinthians neste sábado, às 18h30, diante do Vasco, em São Januário. O comandante holandês teve a sua situação regularizada no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF na sexta-feira, após a conclusão do acordo para a rescisão contratual do ex-treinador Fernando Diniz.
A formalização da saída de Diniz, demitido no início de outubro, atrasou o registro de Seedorf devido a negociações sobre o pagamento da multa rescisória e trâmites de documentação para o visto de trabalho. Com a regularização a tempo, o holandês poderá ficar no banco de reservas pela primeira vez após ter acompanhado das arquibancadas o empate contra o Vitória.
Contratado com vínculo válido até o final de 2027, Seedorf assume a equipe com o desafio de afastar o risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. O Corinthians soma 33 pontos e ocupa a 16ª colocação na tabela, acumulando nove partidas consecutivas sem vencer na competição nacional.
Para o confronto no Rio de Janeiro, o novo treinador não poderá contar com o atacante Memphis, diagnosticado com um edema mais grave na coxa direita, além de outros desfalques por lesão, como o volante Raniele, que passou por cirurgia no joelho e só retorna em 2027. Diante das limitações físicas do elenco, a equipe foi treinada em uma formação mais defensiva no esquema 4-5-1.
Nos bastidores, a semana foi marcada por reuniões entre a diretoria, liderada pelo presidente Osmar Stabile, a comissão técnica, jogadores e representantes da torcida organizada Gaviões. Na ocasião, a gestão prometeu buscar adiantamentos de patrocinadores para quitar salários atrasados de direitos de imagem e instituiu uma premiação especial para evitar a queda para a segunda divisão.
Durante o encontro com os torcedores, Seedorf argumentou que pressões excessivas neste momento poderiam abalar ainda mais a confiança de um grupo fragilizado, pedindo união e apoio incondicional das arquibancadas até o encerramento do torneio. O clube também intensificou o acompanhamento psicológico dos atletas como parte da estratégia para a reta final do campeonato.