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Economia

Setor de logística e delivery no Brasil busca eficiência e lucro

Empresas do setor de entregas reestruturam operações, apostam em automação e focam em pequenas lojas virtuais para garantir crescimento sustentável.

Por 2 min de leitura

Setor de logística e delivery no Brasil busca eficiência e lucro
Setor de logística e delivery no Brasil busca eficiência e lucro

O mercado brasileiro de logística e delivery passa por uma transformação profunda marcada pela busca de eficiência operacional e sustentabilidade financeira. Enquanto empresas de transporte de encomendas e aplicativos de entrega ajustam suas rotas e reduzem custos fixos, o setor lida com um volume recorde de pedidos impulsionado pelo comércio eletrônico e por mudanças no comportamento dos consumidores.

A startup de entregas Loggi registrou lucro pela primeira vez em sua história após treze anos de operação, impulsionada por um choque de gestão comandado pelo CEO Rafael Szarf. A companhia reduziu drasticamente os custos operacionais, combatendo o extravio de pacotes e cortando desperdícios. As perdas com mercadorias danificadas ou perdidas caíram de 1,3% da receita para menos de 0,3%, gerando uma economia expressiva que permitiu a criação de bonificações semanais para as equipes operacionais e o aumento da pontualidade nas entregas.

Para driblar a concorrência acirrada de gigantes globais como Mercado Livre e Amazon, a Loggi redirecionou seu foco para atender pequenas e médias lojas online. Esse público representa atualmente metade do faturamento da empresa. A estratégia visa reduzir a dependência dos grandes marketplaces, cujas taxas de comissão pressionam os comerciantes a buscarem canais de venda próprios e transportadoras independentes.

No segmento de entregas de refeições, o cenário também é de intensa disputa. A projeção da Abrasel indica que o mercado de delivery de comida no Brasil deve alcançar receitas bilionárias, atraindo novos concorrentes e investimentos massivos de plataformas como iFood, Rappi, 99Food e da chinesa Keeta. A expansão para cidades do interior e a conquista de novos restaurantes parceiros tornaram-se frentes centrais dessa disputa de mercado.

Grandes operadores logísticos, como a DHL Supply Chain, também intensificam os preparativos para lidar com picos sazonais de demanda, projetando movimentar dezenas de milhões de unidades. Para suportar o crescimento sem descumprir os prazos acordados, a empresa aposta em novas tecnologias de automação, como leitura automatizada de etiquetas por inteligência artificial e robôs assistentes que otimizam o deslocamento interno de mercadorias nos centros de distribuição.

Apesar do otimismo com a alta demanda digital e a expansão para novas praças, os desafios permanecem elevados para todo o ecossistema. Operadores logísticos e aplicativos enfrentam a concorrência internacional agressiva, a oscilação nos custos de combustíveis, a necessidade de reter talentos e a pressão por margens saudáveis em um cenário macroeconômico exigente.

Fontes consultadas

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