Soja reage em Chicago e plantio avança no Brasil
Cotações interrompem sequência de quedas impulsionadas pela demanda chinesa, enquanto o agronegócio brasileiro lida com o ritmo acelerado da semeadura e variações cambiais.
Os preços futuros da soja encerraram em alta na Bolsa de Chicago, interrompendo uma sequência de três sessões consecutivas de desvalorização, impulsionados por fortes dados de vendas externas divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
O contrato com vencimento em novembro de 2026 terminou a sessão cotado a US$ 12,5300 por bushel, registrando uma valorização de 0,62%. Outros vencimentos também apresentaram ganhos expressivos ao longo do pregão desta quinta-feira.
De acordo com o relatório do USDA, as vendas líquidas semanais de soja norte-americana alcançaram 2,84 milhões de toneladas na semana encerrada em 15 de outubro, um salto expressivo em relação ao volume registrado no período anterior.
A China liderou as aquisições do cereal, respondendo por aproximadamente 2,18 milhões de toneladas, o que equivale a 77% do total comercializado no período. O volume engloba transferências de vendas previamente registradas para destinos não identificados.
Enquanto a demanda externa dá fôlego aos preços internacionais, o avanço da colheita nos Estados Unidos segue como contraponto. Segundo o USDA, 64% da área de soja americana estava colhida até o último domingo, beneficiada por previsões de tempo predominantemente seco no Meio-Oeste.
No Brasil, as atenções se concentram no desenvolvimento da safra 2026/27. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento indicam que a semeadura atingiu 30,1% da área estimada, superando a média histórica dos últimos cinco anos.
O cenário do plantio brasileiro, contudo, apresenta disparidades regionais. Enquanto o Mato Grosso registra forte ritmo com mais de 56% da área semeada, o excesso de chuvas no Paraná preocupa os agricultores locais e ameaça o ritmo das operações de campo.
Além do clima e do avanço das lavouras, as decisões dos produtores rurais também são influenciadas pelo calendário eleitoral e pelas oscilações do câmbio, fatores que geram cautela na comercialização de safras e na aquisição de insumos agrícolas.
Fontes consultadas
- Soja interrompe sequência de três quedas em Chicago após USDA revelar melhor semana de vendas da temporada noticiasagricolas.com.br
- Analista aponta dois fatores que mexem com o agro agrolink.com.br