Temporal em São Paulo alaga ruas, estações de metrô e deixa carros submersos
Forte chuva com ventos e granizo atingiu a capital paulista nesta quarta-feira, provocando enchentes, suspensão do rodízio e queda de energia em milhares de imóveis.
Uma forte tempestade atingiu a cidade de São Paulo e sua região metropolitana na tarde desta quarta-feira, dia 14, causando diversos pontos de alagamento, a invasão de água em estações de metrô e transtornos generalizados para a população. O temporal, impulsionado pela combinação de calor e entrada de brisa marítima, levou a Prefeitura de São Paulo a decretar estado de atenção e a suspender o rodízio municipal de veículos.
Um dos locais mais afetados foi o túnel do Vale do Anhangabaú, no centro da capital, que ficou completamente inundado e deixou veículos submersos. Motoristas e passageiros foram surpreendidos pela rápida subida do nível da água, precisando abandonar os automóveis e se refugiar sobre os capôs dos carros enquanto aguardavam resgate. O Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer duas vítimas no local.
Na Linha 1-Azul do Metrô, a estação Japão-Liberdade também registrou problemas. Passageiros filmaram o momento em que a água da chuva invadiu o espaço pelas escadas de acesso que levam às catracas. Procurado pela imprensa, o Metrô não se manifestou imediatamente sobre o ocorrido nas dependências da estação.
Os impactos do temporal se estenderam por várias regiões da cidade. O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas contabilizou ao menos nove pontos adicionais de alagamento, impedindo o tráfego de veículos em quatro deles. Ruas centrais como a Praça 14 Bis e a Rua do Glicério sofreram com o acúmulo de água. Na zona sul, houve registro de granizo e interrupções no trânsito em vias importantes, a exemplo da Avenida Ricardo Jafet e da Avenida Santo Amaro.
Moradores e trabalhadores que circulavam pela capital relataram dificuldades para retornar para casa. A nutricionista Priscila Santos contou que seu trajeto na região da Avenida Paulista foi severamente atrasado e que precisou buscar abrigo em uma agência bancária na Rua Doutor Rafael de Barros devido ao volume de água nas ruas.
O Corpo de Bombeiros informou ter atendido, entre as 15h e as 17h03, dezenas de chamados em decorrência da tempestade, incluindo 14 ocorrências de enchentes, sete para quedas de árvores e duas para desabamentos. Além dos problemas de mobilidade, a concessionária Enel apontou que a queda de energia afetou mais de 40 mil imóveis na capital e na região metropolitana no auge do temporal.
Diante do cenário adverso, a Defesa Civil emitiu alertas severos sobre a incidência de raios e ventos fortes. O Centro de Gerenciamento de Emergências orientou a população a evitar o trânsito em áreas alagadas, manter distância da rede elétrica, não se abrigar sob árvores e buscar refúgio em locais seguros até que as condições meteorológicas melhorem.