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Política

Trump afirma que monitora segundo turno das eleições presidenciais no Brasil

Presidente dos Estados Unidos comentou sobre o pleito brasileiro, mas evitou declarar preferência entre os candidatos.

Por 3 min de leitura

Trump afirma que monitora segundo turno das eleições presidenciais no Brasil
Trump afirma que monitora segundo turno das eleições presidenciais no Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (25) que está acompanhando de perto o segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, que define a disputa entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Questionado por jornalistas na saída da Casa Branca sobre a possibilidade de apoiar algum dos candidatos, o republicano evitou declarar preferência.

Ao ser indagado sobre a corrida eleitoral brasileira, Trump declarou que prefere não se envolver no tema, mas confirmou a atenção de seu governo ao pleito. "Não quero entrar nesse assunto, mas estamos monitorando", afirmou o líder norte-americano aos profissionais de imprensa.

Esta não é a primeira vez que o presidente dos Estados Unidos se manifesta sobre o processo eleitoral brasileiro. Antes do primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Trump já havia destacado a importância da disputa no país, ressaltando que o Brasil é uma nação relevante e que acompanhava os desdobramentos políticos muito de perto.

Em declarações anteriores, Trump também elogiou a rapidez na apuração dos votos brasileiros, utilizando o modelo local para criticar o sistema eleitoral dos Estados Unidos. Na ocasião, ele classificou o desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno como uma vitória impressionante, embora previsse um cenário bastante acirrado para a etapa final.

A relação entre os governos de Brasília e Washington tem gerado debates e apreensão no cenário político. Anteriormente, em maio, Flávio Bolsonaro esteve em Washington, onde se reuniu com Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca, em um encontro acompanhado por aliados e registrado em comitiva.

Por outro lado, a atuação da administração norte-americana no contexto eleitoral brasileiro também foi alvo de questionamentos por parte de parlamentares democratas. Em setembro, dezenas de deputados dos Estados Unidos acusaram o governo de exercer pressão sobre instituições brasileiras por meio de medidas econômicas, políticas e diplomáticas, cobrando garantias de que o resultado das urnas seria respeitado.

No âmbito econômico, as relações bilaterais também enfrentaram momentos de tensão recente. Em 2025, a administração norte-americana impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, decisão associada à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta tentativa de golpe, medida que posteriormente sofreu alterações e novas taxas sob justificativa de concorrência desleal.

Enquanto a apuração dos votos do segundo turno avança, o governo dos Estados Unidos mantém a postura oficial de que acompanhará o desfecho do pleito. Representantes do Departamento de Estado haviam indicado anteriormente que Washington pretende respeitar a escolha soberana do povo brasileiro em eleições livres e justas e manter o diálogo com a gestão que for eleita.

Fontes consultadas

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