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Economia

Ações do Itaú acumulam alta de 576% em dez anos com dividendos

Simulações históricas e balanços mostram a trajetória de transformação digital e expansão dos lucros do banco na última década.

Por 3 min de leitura

Ações do Itaú acumulam alta de 576% em dez anos com dividendos
Ações do Itaú acumulam alta de 576% em dez anos com dividendos

As ações preferenciais do Itaú Unibanco registraram uma rentabilidade acumulada de aproximadamente 576% ao longo de uma década, considerando o reinvestimento dos dividendos distribuídos aos acionistas. O levantamento histórico, que demonstra os reflexos da reaplicação de proventos, aponta que uma aplicação hipotética de dez mil reais teria alcançado cerca de 67 mil e seiscentos reais antes de impostos e taxas operacionais.

O desempenho do período ocorreu em meio a um cenário de significativas transformações econômicas e operacionais no país. Entre 2016 e 2025, o lucro líquido anual da instituição financeira passou de 23 bilhões e trezentos milhões de reais para 44 bilhões e novecentos milhões de reais, o que representa um crescimento nominal de cerca de 93%.

A trajetória do banco não seguiu um ritmo linear, tendo atravessado períodos desafiadores como a recessão brasileira, a pandemia de Covid-19, alterações na política monetária e a rápida evolução dos meios de pagamento e das fintechs. No segundo trimestre de 2026, a instituição reportou lucro líquido recorrente gerencial de 12 bilhões e quatrocentos milhões de reais, acompanhado de um retorno sobre o patrimônio líquido superior a 24%.

A mudança na estrutura de atendimento ao público também marcou a década. Enquanto em 2016 o banco contava com 4.554 agências e postos de atendimento para uma população de pouco mais de 206 milhões de habitantes, a rede física foi reduzida para 2.277 unidades ao final de 2025, período em que a base de clientes alcançou a marca de 70 milhões e a população brasileira chegou a 213 milhões de pessoas.

O avanço digital foi determinante para sustentar essa base, com mais de quatro milhões e meio de contas abertas por canais remotos apenas em 2025, concentrando as operações no aplicativo principal da instituição e na integração de serviços. No campo da remuneração aos acionistas, o banco manteve pagamentos consistentes em todos os dez exercícios completos da década, apresentando um dividend yield médio anual de aproximadamente 5,7%.

Diante desse histórico, grandes casas do mercado financeiro mantêm perspectivas favoráveis para os papéis da instituição. O BTG Pactual reafirmou recomendação de compra para a ação e estabeleceu o preço-alvo em 54 reais, destacando a disciplina operacional e a capacidade do banco de mitigar riscos em ciclos de crédito mais rigorosos.

Por sua vez, a XP Investimentos também manteve recomendação de compra com preço-alvo de 50 reais para o final de 2027, ressaltando a solidez da carteira de crédito e a consistente geração de capital, embora a desaceleração nas receitas de tarifas seja apontada como um desafio de curto prazo para o setor.

Fontes consultadas

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