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Ataques de drones ucranianos paralisam aeroportos russos

Ações ocorrem após o presidente ucraniano retomar ofensivas contra refinarias devido ao fim de trégua energética e em meio a tensões diplomáticas.

Por 3 min de leitura

Ataques de drones ucranianos paralisam aeroportos russos
Ataques de drones ucranianos paralisam aeroportos russos

A agência federal de transporte aéreo da Rússia, Rosaviatsia, informou que dezenas de aeroportos no leste e em outras regiões do país foram paralisados durante a noite devido a intensos ataques com drones ucranianos. Entre os locais afetados estiveram os quatro principais terminais de Moscou — Vnukovo, Domodedovo, Zhukovsky e Sheremetyevo —, além de instalações em São Petersburgo, Nizhny Novgorod, Kazan, Saratov, Ufa, Pskov, Samara e Perm.

O Ministério da Defesa da Rússia declarou que os sistemas antiaéreos conseguiram abater 644 drones ucranianos sobre mais de 20 regiões situadas a oeste dos Urais, incluindo áreas de fronteira como Kursk e Briansk, além de Rostov e Krasnodar no sul, e alvos na Crimeia e no Mar Negro. A TASS, agência de notícias russa, relatou que aeronaves civis procedentes da Turquia precisaram retornar aos pontos de origem.

A ofensiva ocorre após Volodymyr Zelensky advertir que o espaço aéreo russo se tornaria inseguro para a aviação civil e ordenar a retomada dos ataques contra refinarias russas. A decisão de Kiev veio depois que a Rússia ignorou uma trégua energética anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Moscou, por sua vez, rejeitou a mais recente proposta de paz apresentada pelos intermediários americanos, que previa um cessar-fogo na linha de frente atual.

As relações entre Ucrânia e Estados Unidos enfrentam momentos de forte atrito. Washington flexibilizou sanções contra a Rússia em troca do fornecimento de grandes quantidades de diesel aos mercados globais e americano, medida criticada por Kiev como um estímulo à continuidade da guerra. Além disso, restrições impostas ao sistema de comunicações via satélite Starshield, controlado pelo governo americano, dificultaram a coordenação das Forças Armadas ucranianas.

Diante da crise com os Estados Unidos, líderes da União Europeia reafirmaram o apoio incondicional a Volodymyr Zelensky durante uma reunião de cúpula em Bruxelas. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, declarou que o momento não é propício para retirar o apoio a Kiev nem para aliviar as sanções contra Moscou. Os dirigentes europeus avaliam medidas de reforço na defesa antiaérea e no financiamento para o próximo inverno, além do debate sobre a utilização de ativos russos congelados.

Em paralelo ao conflito no Leste Europeu, o presidente americano Donald Trump afirmou que mantém conversas com a Rússia e a China visando à desnuclearização. Segundo o Instituto Internacional de Pequisa para a Paz de Estocolmo, a Rússia detém o maior arsenal de ogivas nucleares armazenadas no mundo, seguida pelos Estados Unidos, que lideram em ogivas implantadas prontas para uso, e pela China.

Fontes consultadas

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