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Rússia anuncia negociações com Ucrânia e EUA e Itália apoia trégua

Encontro em Abu Dhabi é previsto para novembro, enquanto o Senado italiano aprova resolução por iniciativas diplomáticas.

Por 3 min de leitura

Rússia anuncia negociações com Ucrânia e EUA e Itália apoia trégua
Rússia anuncia negociações com Ucrânia e EUA e Itália apoia trégua

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou nesta sexta-feira (23) que negociações diretas entre Rússia e Ucrânia, mediadas pelos Estados Unidos, estão previstas para ocorrer em novembro em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. A disposição russa para retomar as conversas de paz, que estavam paralisadas desde o início do ano, surgiu após uma reunião realizada na quarta-feira (21) entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff.

Durante o encontro com o representante norte-americano, a Rússia também comunicou que iniciará o envio de carregamentos de diesel aos Estados Unidos, em um acordo com o presidente Donald Trump, e informou a libertação de um cidadão dos Estados Unidos que permanecia detido desde o começo do conflito. O Kremlin reiterou abertura para negociações em qualquer formato, mas fez ressalvas sobre discussões a respeito do país sem sua presença.

No mesmo período, o Senado da Itália aprovou uma resolução de apoio à Ucrânia que incentiva iniciativas diplomáticas concretas em busca de uma trégua. A votação da iniciativa, apresentada pela coalizão de centro-direita da primeira-ministra Giorgia Meloni, obteve 108 votos favoráveis, um contrário e duas abstenções, com o protesto da oposição ausente do procedimento.

O documento aprovado no parlamento italiano insta o governo a apoiar esforços da União Europeia para promover uma trégua imediata nos ataques contra a infraestrutura energética de ambos os lados, visando à proteção da população civil. Durante sua manifestação no plenário, Meloni declarou que a paz não pode vir por meio da rendição e defendeu que apenas uma paz justa pode salvaguardar a Europa.

A decisão do legislativo italiano ocorreu em meio a um novo ataque russo em grande escala que deixou pelo menos seis mortos e diversos feridos na Ucrânia, além de interromper o fornecimento de energia para cerca de 600 mil pessoas em diferentes localidades. O Ministério da Defesa da Rússia confirmou investidas contra seis centrais elétricas situadas nas regiões de Kiev e Kharkiv.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou a ofensiva como uma demonstração de desrespeito aos Estados Unidos e agradeceu a Giorgia Meloni pelo apoio da Itália. Zelensky enfatizou que as garantias de segurança são fundamentais para impedir o retorno da ocupação, da agressão e dos assassinatos, permitindo que a população ucraniana não viva com medo.

Em paralelo aos desdobramentos diplomáticos e militares, a União Europeia liberou 2,86 bilhões de euros para a Ucrânia como parte de um pacote financeiro global de 90 bilhões de euros. Os recursos são destinados à compra de equipamentos como drones, sistemas de defesa aérea, mísseis, radares e munições, enquanto a continuidade do apoio financeiro para 2027 segue em fase de avaliação pelo bloco e pelo Fundo Monetário Internacional.

Fontes consultadas

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