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Saúde

Casos de mpox sobem no Rio de Janeiro e cidade está sem vacinas

Capital registra dezenas de novas infecções nos últimos meses, enquanto autoridades divergem sobre a gravidade da situação e parlamentares cobram mais doses.

Por 3 min de leitura

Casos de mpox sobem no Rio de Janeiro e cidade está sem vacinas
Casos de mpox sobem no Rio de Janeiro e cidade está sem vacinas

A cidade do Rio de Janeiro registrou um crescimento expressivo nos casos de mpox nos últimos dois meses, contabilizando mais de 70 infecções confirmadas no período, de acordo com dados do Observatório Epidemiológico do município. O cenário de alta vem acompanhado pela ausência de doses da vacina contra o vírus na rede municipal, gerando preocupação entre especialistas e autoridades de saúde sobre a disseminação da doença.

Somente em setembro, a capital contabilizou 45 diagnósticos positivos, marcando o maior número para um único mês em três anos. Em outubro, foram registradas outras 29 confirmações, totalizando 74 casos no bimestre. No mesmo intervalo do ano anterior, o município havia registrado apenas 10 ocorrências. O avanço também se reflete nos hospitais, com dez pacientes atualmente internados no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, pertencente à Fundação Oswaldo Cruz, na Zona Norte da cidade.

Além do aumento na capital, a prefeitura investiga uma nova morte suspeita em decorrência da doença. Em todo o estado do Rio de Janeiro, o total de casos confirmados neste ano já chegou a 211, superando os 119 registros de todo o ano passado, além de haver 119 casos suspeitos sob investigação. Enquanto pacientes relatam dificuldades para encontrar imunizantes nos postos, a Secretaria Estadual de Saúde reconhece o avanço, mas avalia que ainda não é possível falar em uma epidemia.

Por outro lado, a Secretaria Municipal de Saúde pondera que os números recentes permanecem dentro da oscilação esperada desde o surgimento da doença em 2022, lembrando que houve picos anteriores, como as 46 notificações registradas em dezembro de 2023. A pasta reforça que mantém monitoramento constante da situação epidemiológica e que a prevenção continua sendo a medida mais importante.

A mpox é uma infecção viral transmitida principalmente por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais ou secreções de pessoas infectadas, além do contato com objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas. A transmissão também pode ocorrer por via sexual e aérea, conforme alertam os especialistas. Entre os principais sintomas estão febre, dores pelo corpo e lesões cutâneas que podem evoluir para bolhas. Embora a maioria dos pacientes apresente quadros leves ou moderados, a enfermidade pode provocar complicações graves.

A vacinação contra a mpox é voltada para públicos específicos definidos pelo Ministério da Saúde, priorizando pessoas vivendo com HIV com comprometimento imunológico grave, profissionais de laboratório que lidam diretamente com o patógeno e indivíduos que tiveram contato de risco com casos confirmados ou suspeitos. Diante da alta na capital fluminense, o deputado federal Daniel Soranz defende a aquisição de novas doses pelo governo federal para assegurar a proteção dos grupos mais vulneráveis e conter a propagação nacional.

Especialistas em saúde orientam que qualquer pessoa que apresente sintomas característicos deve buscar atendimento médico imediato para avaliação, diagnóstico e início do suporte clínico adequado, que foca no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações.

Fontes consultadas

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