Pular para o conteúdo
Ciência

Chuva de meteoros Orionídeas atinge o pico nesta quarta-feira no Brasil

Fenômeno astronômico provocado por detritos do cometa Halley poderá ser observado a olho nu em todo o território nacional durante a madrugada.

Por 2 min de leitura

Chuva de meteoros Orionídeas atinge o pico nesta quarta-feira no Brasil
Chuva de meteoros Orionídeas atinge o pico nesta quarta-feira no Brasil

O céu brasileiro recebe nesta quarta-feira o pico da chuva de meteoros Orionídeas, um fenômeno astronômico que poderá ser observado em todas as regiões do país a partir da madrugada. A expectativa de especialistas e de organizações internacionais de meteoros é de que sejam registrados entre 10 e 20 meteoros por hora sob condições ideais de visibilidade.

A atividade principal do fenômeno ocorre na segunda metade da madrugada, com recomendação para observação especialmente após o pôr da lua e antes do amanhecer. Apesar de o satélite natural estar com alta porcentagem de iluminação, a sua ocultação após a meia-noite favorece o escurecimento do céu para o restante do período.

Os meteoros que compõem as Orionídeas são fragmentos deixados pela passagem periódica do cometa Halley, que orbita o Sistema Solar a cada 75 ou 76 anos. Conforme a Terra cruza a trilha de poeira e gelo deixada pelo corpo celeste, esses pequenos detritos entram na atmosfera terrestre a velocidades que chegam a 66 quilômetros por segundo.

O atrito gerado pela entrada veloz na atmosfera comprime e aquece o ar à frente dos fragmentos, provocando o processo de ablação e resultando nos rastros luminosos característicos. Alguns registros mais brilhantes, conhecidos como bólidos, podem apresentar coloração esverdeada e persistir por alguns segundos.

Para uma melhor experiência de observação, astrônomos recomendam que o público busque locais afastados da poluição luminosa dos grandes centros urbanos, como áreas rurais. Regiões das regiões Norte e Nordeste contam com uma leve vantagem de visualização devido à posição mais elevada da constelação de Órion no horizonte.

O uso de equipamentos como telescópios ou binóculos não é necessário, pois a observação a olho nu amplia a área do céu acompanhada. Recomenda-se ainda que os observadores direcionem o olhar para as direções norte ou nordeste, mantendo o campo visual ligeiramente afastado da constelação de Órion e permitindo um tempo de adaptação de cerca de 20 minutos no escuro.

Além do apelo visual e cultural das chamadas estrelas cadentes, o monitoramento contínuo das chuvas de meteoros é considerado fundamental pela comunidade científica. Os dados coletados ajudam a estimar riscos para satélites artificiais em órbita, além de fornecer informações cruciais sobre a formação e a composição primordial do Sistema Solar.

Fontes consultadas

Leia também