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Ciência

Missão japonesa parte para coletar amostras de lua de Marte

Sonda espacial lançada pelo Japão tem previsão de retornar à Terra em 2031 com material coletado em Fobos.

Por 2 min de leitura

Missão japonesa parte para coletar amostras de lua de Marte
Missão japonesa parte para coletar amostras de lua de Marte

A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) realizou em outubro de 2026 o lançamento de uma missão espacial inédita voltada para a coleta de rochas em Fobos, uma das luas de Marte. A espaçonave da missão Martian Moons eXploration (MMX) decolou a bordo de um foguete H3 a partir do Centro Espacial de Tanegashima, dando início a uma jornada interplanetária que conta com a cooperação internacional de agências espaciais da Europa e dos Estados Unidos.

Logo após a decolagem, o foguete cumpriu a trajetória planejada e liberou a sonda para iniciar sua viagem rumo ao sistema marciano. A chegada ao redor de Marte está planejada para agosto de 2027, momento em que a espaçonave entrará em órbita sincronizada com a lua Fobos para iniciar observações detalhadas de sua geologia e composição superficial.

A operação científica contará com o auxílio de um pequeno veículo robótico batizado de Idefix, desenvolvido em parceria pelas agências espaciais da França e da Alemanha. O robô será desembarcado na superfície lunar para analisar o terreno de baixa gravidade e auxiliar os pesquisadores na escolha do local mais adequado para a coleta de material rochoso.

O principal objetivo da missão é determinar a origem das duas luas marcianas, um mistério que divide os cientistas entre a hipótese de serem antigos asteroides capturados pela gravidade do planeta ou fragmentos gerados por uma grande colisão primordial. A análise laboratorial das amostras poderá esclarecer essa dúvida e trazer novas perspectivas sobre a evolução do Sistema Solar.

De acordo com o cronograma técnico estabelecido pelas agências participantes, a coleta das rochas deve ocorrer em 2030. Em seguida, a espaçonave iniciará a viagem de retorno ao nosso planeta, com a cápsula contendo o material programada para pousar na Austrália em 2031 antes de ser remetida para análises definitivas em território japonês.

Enquanto isso, a exploração espacial ganha impulso em outras frentes globais, como na China, que recentemente registrou o marco histórico de centenas de lançamentos de sua família de foguetes Longa Marcha e avançou em tecnologias de foguetes reutilizáveis. Os esforços tecnológicos demonstram o dinamismo da indústria aeroespacial em direção a missões tripuladas e de retorno de amostras nos próximos anos.

Fontes consultadas

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