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Ciência

Japão lança missão inédita para coletar amostras de lua de Marte

A sonda Martian Moons eXploration partiu em direção a Fobos com o objetivo de esclarecer a origem dos satélites marcianos.

Por 2 min de leitura

Japão lança missão inédita para coletar amostras de lua de Marte
Japão lança missão inédita para coletar amostras de lua de Marte

A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão realizou o lançamento de uma sonda rumo ao sistema de Marte com a missão de pousar em Fobos, a maior lua do planeta vermelho, recolher material de sua superfície e trazê-lo de volta à Terra. A expedição, conhecida como Martian Moons eXploration e conduzida com o auxílio de um foguete H3 a partir do Centro Espacial de Tanegashima, busca solucionar um mistério científico duradouro sobre a origem dos pequenos satélites marcianos.

Com apenas 22 quilômetros de diâmetro, Fobos e sua lua vizinha Deimos possuem tamanhos extremamente reduzidos em comparação à Lua terrestre. Enquanto a formação do satélite da Terra é amplamente compreendida pela comunidade científica a partir de uma colisão planetária ancestral, as luas de Marte ainda dividem opiniões. Os cientistas debatem se elas seriam remanescentes de um grande impacto contra o planeta ou asteroides antigos capturados pela força gravitacional marciana há bilhões de anos.

A rota planejada para a espaçonave prevê uma longa jornada espacial. A chegada ao sistema marciano deve ocorrer em agosto de 2027, momento em que a nave passará a orbitar e analisar Fobos e Deimos à distância durante aproximadamente dezoito meses. No início de 2029, a sonda liberará um pequeno veículo robótico de fabricação europeia para examinar a textura e a composição do solo, preparando o terreno para o pouso principal.

O pouso da nave matriz na superfície lunar está programado para ocorrer em 2030, com a meta de recolher pelo menos dez gramas de amostras rochosas e poeira. O material será armazenado em uma cápsula de retorno pressurizada que iniciará a viagem de regresso, com aterrissagem prevista na Austrália em 2031 para posterior análise em laboratórios ao redor do mundo.

Representantes de agências espaciais internacionais destacam a relevância da investigação para compreender não apenas o sistema marciano, mas também a história primitiva do Sistema Solar. Segundo cientistas envolvidos no projeto, a análise química poderá revelar se as luas possuem compostos orgânicos e elementos voláteis capazes de esclarecer como os planetas rochosos obtiveram água em seus primórdios.

A missão conta com ampla cooperação internacional, incluindo parcerias com a NASA e com agências espaciais da França e da Alemanha. A participação estrangeira engloba o fornecimento de instrumentos científicos especializados, suporte financeiro e apoio nas comunicações, assegurando que o material recolhido seja minuciosamente examinado por equipes multidisciplinares após o retorno à Terra.

Fontes consultadas

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