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Clima

Clima extremo afeta colheitas e mineração em diferentes regiões

Fenômenos meteorológicos severos impactam a produção agrícola na Europa e na América do Sul.

Por 2 min de leitura

Clima extremo afeta colheitas e mineração em diferentes regiões
Clima extremo afeta colheitas e mineração em diferentes regiões

O clima extremo tem provocado impactos significativos em diversos setores produtivos ao redor do mundo, afetando desde a agricultura até a mineração. Na França, as intensas ondas de calor registradas durante o verão comprometeram o desenvolvimento de frutas, com previsões de queda expressiva na safra de maçãs para o ano de 2026.

De acordo com as projeções do serviço estatístico francês Agreste, a produção nacional de maçãs deve alcançar 1,365 milhão de toneladas, o que representa uma retração de 15% em comparação com o ano anterior e fica 10% abaixo da média dos últimos cinco anos. O recrudescimento das temperaturas, aliado à alternância de safras e à redução da área cultivada, limitou o crescimento e prejudicou a qualidade dos frutos em importantes regiões produtoras.

A região de Auvernia-Ródano-Alpes deve registrar a queda mais acentuada, com uma redução estimada em 25% na colheita. Outras áreas tradicionais, como o Vale do Loira e o Centro-Valle do Loira, também enfrentam perdas significativas, com impactos na coloração, no tamanho e na ocorrência de queimaduras solares nas maçãs, o que já se reflete no encarecimento do produto para o consumidor.

Enquanto a Europa lida com os reflexos do calor prolongado, o centro do Chile enfrenta um cenário oposto, porém igualmente desafiador, impulsionado por um intenso fenômeno do 'Super Niño'. O evento climático tem intensificado as tormentas na primavera e enfraquecido o sistema de alta pressão que historicamente mantinha as tempestades afastadas da região central do país sul-americano.

Essa instabilidade meteorológica traz novos riscos para a indústria do cobre e para o setor agrícola chileno. As repetidas chuvas torrenciais, o granizo e as enchentes têm provocado paralisações operacionais em minas de alta altitude, bloqueio de rotas de transporte e atrasos no plantio e na colheita de diversas culturas, gerando apreensão sobre a disponibilidade de insumos e a estabilidade dos mercados.

Especialistas apontam que o aquecimento global e o aumento das temperaturas dos oceanos estão alterando os padrões atmosféricos tradicionais, tornando os eventos climáticos cada vez mais frequentes, intensos e destrutivos. A repetição de episódios severos em curto espaço de tempo evidencia a vulnerabilidade das cadeias produtivas globais diante de um cenário de mudanças climáticas aceleradas.

Fontes consultadas

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