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Política

Conselho da Meta aponta falhas e cobra transparência em eleições

Órgão independente criticou a atuação da empresa e cobrou métricas públicas para avaliar a integridade eleitoral.

Por 2 min de leitura

Conselho da Meta aponta falhas e cobra transparência em eleições
Conselho da Meta aponta falhas e cobra transparência em eleições

O Conselho de Supervisão da Meta afirmou nesta terça-feira que a empresa enfrenta falhas recorrentes na moderação de conteúdos políticos durante períodos eleitorais, exigindo maior transparência e consistência em suas práticas. A declaração ocorre em meio a questionamentos sobre restrições técnicas e aplicação excessiva de regras que afetaram contas associadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil e a ativistas nos Estados Unidos.

Formado por especialistas internacionais e independentes, o colegiado destacou que os problemas de moderação costumam se manifestar de duas formas principais: na aplicação excessiva de normas que restringem o discurso político legítimo ou na fiscalização insuficiente que compromete a integridade do processo eleitoral. Segundo o conselho, o caso brasileiro ilustra uma aplicação excessiva das políticas da companhia.

O documento aponta que a Meta ainda não estabeleceu métricas públicas capazes de avaliar de forma transparente a eficácia de suas medidas de fiscalização ou as lacunas críticas em seus sistemas. O órgão lembrou que já havia cobrado a criação de indicadores mensuráveis após as eleições presidenciais de 2022, ressaltando que a falta de transparência continua a gerar preocupações.

As críticas do conselho independente coincidem com movimentações no Tribunal Superior Eleitoral. Na segunda-feira, o ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que a Meta comprovasse o cumprimento de medidas para garantir tratamento isonômico na distribuição de conteúdos e anúncios entre as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro no segundo turno.

Em resposta protocolada na mesma terça-feira, a Meta informou ao TSE que cumpriu as determinações judiciais e garantiu que os conteúdos de ambas as candidaturas recebem tratamento igualitário e não discriminatório. A empresa atribuiu os incidentes técnicos a problemas globais que afetaram anunciantes e negou qualquer direcionamento político ou interferência deliberada.

Representantes da companhia, das campanhas presidenciais e do TSE também participaram de uma reunião em Brasília para discutir as medidas de equalização. A Meta adotou a revisão humana obrigatória, com prazo de até duas horas, para restrições automáticas em contas de anúncios até o encerramento do pleito.

A proximidade da votação do segundo turno também motivou manifestações públicas em frente à sede da Meta em São Paulo e decisões adicionais da Justiça Eleitoral restringindo a republicação de conteúdos vetados por perfis ligados a aliados de Flávio Bolsonaro. O conjunto de episódios mantém sob forte escrutínio o papel das plataformas digitais na garantia da integridade democrática.

Fontes consultadas

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