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Política

ONU alerta sobre tratamento desigual da Meta em redes sociais

Conselho de Direitos Humanos expressa preocupação com restrições e algoritmos durante eleições brasileiras.

Por 2 min de leitura

ONU alerta sobre tratamento desigual da Meta em redes sociais
ONU alerta sobre tratamento desigual da Meta em redes sociais

O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas divulgou uma carta nesta quarta-feira manifestando preocupação com a atuação da Meta nas plataformas Instagram, Facebook e WhatsApp durante as eleições presidenciais brasileiras. Segundo a organização internacional, observadores identificaram um tratamento desigual na distribuição de conteúdos associados às campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro, com prejuízos relatados a contas ligadas ao atual presidente.

Entre as irregularidades apontadas pelo documento estão a suspensão temporária de perfis da campanha petista e a redução expressiva no alcance de publicações políticas favoráveis. A ONU destacou que a perda de visibilidade digital compromete diretamente a capacidade de os candidatos participarem do debate público e mobilizarem eleitores.

A entidade ressaltou que algoritmos, inteligência artificial e decisões de moderação não devem funcionar como árbitros invisíveis da política. De acordo com o documento, em cenários de restrições assimétricas, as empresas de tecnologia precisam justificar as medidas, corrigir impactos negativos e assegurar mecanismos efetivos de recurso aos afetados.

Mensagens internas obtidas pela imprensa revelaram que colaboradores da própria Meta admitiram limitações no alcance das contas de Lula no Instagram, além de recomendação algorítmica voltada ao perfil de Flávio Bolsonaro. Em uma das conversas, um funcionário apontou risco de representação jurídica contra a corporação devido à restrição de impulsionamento enfrentada pela campanha de Lula no feed.

O Tribunal Superior Eleitoral já havia determinado anteriormente que a empresa aplicasse critérios equitativos nas publicações de ambos os políticos, sob pena de multa diária. A determinação proibiu novos bloqueios automáticos sem revisão humana nas contas de anúncios das duas campanhas.

Em resposta às acusações e à carta da organização, a Meta declarou que suas plataformas promovem a livre expressão de maneira neutra, sem favorecer nenhuma vertente política. A companhia sustentou que eventuais falhas decorrem de incidentes técnicos proporcionais à sua escala de operação e que atua com rapidez para retificar erros, cumprindo integralmente a legislação eleitoral do país.

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