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Conselho de Segurança da ONU veta todos os candidatos à sucessão de Guterres

Processo de escolha do novo secretário-geral enfrenta impasse devido à falta de consenso entre as potências com poder de veto.

Por 2 min de leitura

Conselho de Segurança da ONU veta todos os candidatos à sucessão de Guterres
Conselho de Segurança da ONU veta todos os candidatos à sucessão de Guterres

O Conselho de Segurança das Nações Unidas realizou uma votação preliminar para definir o sucessor do atual secretário-geral, António Guterres, cujo mandato de cinco anos se encerra em 31 de dezembro. O resultado, contudo, revelou um cenário de impasse: todos os sete candidatos que aspiram ao cargo receberam pelo menos um voto de veto por parte dos membros permanentes do Conselho, o que obriga a organização a considerar a abertura de novas candidaturas.

A votação, conduzida de forma informal e anônima, contou com a participação dos cinco membros permanentes — Estados Unidos, França, Reino Unido, China e Rússia — que utilizaram cédulas coloridas para identificar seus vetos, enquanto os dez membros não permanentes utilizaram cédulas sem distinção. A ausência de um nome consensual entre as potências globais reflete as profundas divisões que marcam o atual período da diplomacia internacional.

Entre os nomes que disputam a sucessão estão quatro mulheres e três homens, incluindo a costarriquenha Rebeca Grynspan, o argentino Rafael Grossi, o senegalês Macky Sall, a ex-ministra da Guiana Carolyn Rodrigues-Birkett, o ugandense Olara Otunnu, e as equatorianas Ivonne A-Baki e María Fernanda Espinosa. Embora Grynspan tenha obtido o maior número de votos de apoio, ela também foi alvo de cinco votos de desencorajamento, sendo dois deles provenientes de membros permanentes do Conselho.

O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, evitou comentar detalhes específicos sobre as votações, mas reforçou que a posição do governo americano é buscar a pessoa mais qualificada para a função. Waltz destacou que os países interessados possuem o direito soberano de apresentar novos nomes ao processo, caso considerem necessário para superar o atual bloqueio institucional.

O processo de seleção ocorre em um momento crítico para a ONU, que enfrenta múltiplos conflitos regionais, desafios financeiros e uma polarização crescente entre seus membros. Para que um candidato seja efetivamente indicado, ele precisa obter pelo menos nove votos favoráveis entre os quinze integrantes do Conselho de Segurança e, simultaneamente, evitar o veto de qualquer uma das cinco grandes potências.

Após a aprovação pelo Conselho de Segurança, o nome escolhido ainda deverá ser submetido à Assembleia Geral das Nações Unidas para a confirmação final. Com o veto generalizado nesta rodada inicial, a expectativa é de que as negociações diplomáticas se intensifiquem nas próximas semanas para evitar que a vacância no cargo comprometa a estabilidade da organização em um cenário global de alta complexidade.

Fontes consultadas

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