Delegada do Pará é presa em Brasília durante operação contra o PCC
Ação investiga esquema interestadual de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e vazamento de informações sigilosas.
A delegada da Polícia Civil do Pará Maria Virgínia Grimwood Pinto foi presa nesta quinta-feira (15), em Brasília, sob a suspeita de receber propina para repassar dados sigilosos e oferecer proteção institucional ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A captura ocorreu no âmbito da Operação Sinalagma, coordenada pela Polícia Civil de Pernambuco.
Segundo as investigações, a servidora pública mantinha laços de intimidade e um relacionamento amoroso com Renato Henrique do Carmo, apontado como uma das lideranças da facção criminosa na região de Ipojuca, em Pernambuco. O investigado, conhecido como Gordão, havia sido detido anteriormente no decorrer das apurações, em um condomínio residencial de alto padrão na Praia de Muro Alto.
A apuração policial indica que o esquema criminoso movimentou mais de R$ 14 milhões de forma ilícita por meio de estratégias de ocultação de patrimônio, uso de laranjas e empresas de fachada. Relatórios de inteligência financeira apontaram que os valores movimentados eram incompatíveis com a renda declarada dos suspeitos.
Entre as acusações que recaem sobre a delegada estão corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica e colaboração com organização criminosa. Os investigadores apontam que ela teria recebido vantagens financeiras indevidas, incluindo uma transferência bancária específica de R$ 50 mil, em troca de consultas em sistemas restritos da segurança pública.
A Operação Sinalagma foi deflagrada para desarticular a estrutura voltada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. A Justiça de Pernambuco expediu ordens judiciais que incluíram mandados de prisão, buscas e apreensões domiciliares em estados como Pará, Pernambuco e São Paulo, além do sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias.
A ação conjunta contou com a participação de polícias civis de diferentes estados, dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos) vinculados aos Ministérios Públicos, e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Distrito Federal (Ficco-DF).
A defesa da delegada não foi localizada imediatamente para se manifestar sobre as acusações até o momento da atualização das informações pelas autoridades responsáveis.
Fontes consultadas
- Delegada do Pará é presa suspeita de vazar dados ao PCC por R$ 50 mil noticias.uol.com.br
- Delegada é presa suspeita de receber dinheiro do PCC para vazar informações correio24horas.com.br
- Delegada é presa suspeita de vazar informações ao PCC e manter romance com líder da facção — Ilhéus Eventos ilheuseventos.com.br
- Megaoperação prende líder do PCC que namora delegada presa contilnetnoticias.com.br
- PF investiga suspeitas de desvio de verbas e fraudes na educação no PA | G1 g1.globo.com