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Economia

Dívida pública do Brasil atinge R$ 11,1 trilhões em agosto de 2026

Dados divulgados pelo Banco Central apontam que o endividamento do país alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto.

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Dívida pública do Brasil atinge R$ 11,1 trilhões em agosto de 2026
Dívida pública do Brasil atinge R$ 11,1 trilhões em agosto de 2026

A dívida pública bruta do Brasil alcançou R$ 11,1 trilhões em agosto de 2026, o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme dados divulgados pelo Banco Central. O indicador apresentou uma elevação de 0,3 ponto percentual em relação ao mês anterior, quando a taxa estava em 82,6% do PIB, marcando o maior patamar em aproximadamente cinco anos.

O crescimento do endividamento público e o volume de despesas com juros tornaram-se o centro de debates econômicos e políticos recentes no país. O impacto dos encargos financeiros sobre as contas governamentais tem gerado discussões sobre a trajetória fiscal e os desafios para equilibrar as receitas e despesas nos próximos anos.

Nos 12 meses encerrados em agosto, os juros nominais do setor público consolidado somaram R$ 1,182 trilhão, o que representa 8,86% do PIB. No mesmo período do ano anterior, essa despesa havia sido de aproximadamente R$ 946,5 bilhões. Somente no mês de agosto, os juros nominais totalizaram R$ 105,9 bilhões, influenciados pelo desempenho de operações de swap cambial.

O setor público consolidado, que engloba União, estados, municípios e empresas estatais, registrou um déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto. Embora negativo, o resultado apresentou melhora em comparação com o déficit de R$ 17,3 bilhões registrado no mesmo mês do ano anterior.

Quando são incluídas as despesas com juros, o déficit nominal do mês chegou a R$ 115,9 bilhões. No acumulado de 12 meses, o resultado negativo alcançou R$ 1,264 trilhão, correspondente a 9,48% do PIB, evidenciando o peso dos encargos financeiros sobre as contas do Estado.

A dívida líquida do setor público também apresentou alta e atingiu R$ 9,2 trilhões, o que corresponde a 69,3% do PIB. A diferença entre os indicadores decorre da metodologia de cálculo, visto que a dívida bruta considera o total das obrigações governamentais, enquanto a dívida líquida desconta os ativos financeiros do setor público.

Especialistas e autoridades apontam que a trajetória da dívida pública depende de fatores fundamentais como o controle de gastos, o nível das taxas de juros, o crescimento da economia e o equilíbrio fiscal, essenciais para preservar a capacidade de financiamento do país a longo prazo.

Fontes consultadas

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