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Economia

PIB brasileiro cresce em agosto e país pode alcançar 8ª posição global em 2027

Prévia do Banco Central aponta alta na atividade econômica e projeções do FMI indicam avanço do Brasil no ranking mundial nos próximos anos.

Por 3 min de leitura

PIB brasileiro cresce em agosto e país pode alcançar 8ª posição global em 2027
PIB brasileiro cresce em agosto e país pode alcançar 8ª posição global em 2027

O nível de atividade econômica do Brasil registrou alta de 0,34% em agosto, revertendo duas quedas consecutivas e aproximando o indicador do maior patamar histórico registrado em maio, segundo dados divulgados pelo Banco Central por meio do Índice de Atividade Econômica, conhecido como prévia do PIB. O indicador alcançou 110,4 pontos na série dessazonalizada, impulsionado pelo desempenho positivo da indústria e dos serviços, que compensaram a retração da agropecuária no período.

A retomada mensal foi puxada principalmente pelo crescimento de 0,87% na atividade industrial e de 0,24% nos serviços prestados. Em contrapartida, o setor agropecuário apresentou uma perda de 1,76% no mês. No acumulado em doze meses, a atividade econômica expandiu 1,6%, mostrando uma leve aceleração em relação ao resultado verificado em julho, quando o avanço registrado era de 1,5%. Na comparação com agosto do ano passado, a alta foi de 1,2%.

Apesar do avanço em agosto, especialistas apontam sinais de desaceleração na economia real para o fechamento do trimestre. Entre junho e agosto, a atividade econômica recuou 0,6% na comparação com os três meses anteriores. Analistas indicam que os dados confirmam um movimento de enfraquecimento e perda de ímpeto da demanda doméstica, apontando para um resultado do Produto Interno Bruto no terceiro trimestre próximo à estabilidade.

Em paralelo aos indicadores de curto prazo, projeções atualizadas do Fundo Monetário Internacional indicam que o Brasil deverá retornar à oitava posição no ranking das maiores economias do mundo em 2027. O cálculo considera valores nominais em dólares, sem descontar os efeitos da inflação, estimando que o PIB brasileiro alcance US$ 2,8 trilhões e supere a Itália e a Rússia no período.

Para o ano corrente, as projeções do Fundo colocam o Brasil na décima posição global, com um PIB estimado em US$ 2,65 trilhões. Segundo o FMI, a economia brasileira deve crescer 2,2% neste ano e 1,9% em 2027, após uma expansão de 2,3% no ano anterior. Especialistas avaliam que a revisão reflete uma fase de desaceleração econômica já em curso no país.

As estimativas de médio prazo do organismo internacional também apontam que o PIB nominal do Brasil ultrapassará a marca inédita de US$ 3 trilhões em 2029, mantendo a oitava colocação no ranking mundial até pelo menos 2031. No cenário macroeconômico projetado para os próximos anos, a inflação brasileira deve apresentar recuo gradual, enquanto a taxa de desemprego e o déficit em transações correntes passam por ajustes previstos nas estatísticas do Fundo.

Fontes consultadas

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