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Saúde

Efeito sanfona frequente e ganho de peso exigem atenção médica

Especialistas alertam que oscilações constantes no peso e dificuldades para emagrecer podem sinalizar o desenvolvimento da obesidade.

Por 2 min de leitura

Efeito sanfona frequente e ganho de peso exigem atenção médica
Efeito sanfona frequente e ganho de peso exigem atenção médica

O ganho progressivo de peso e a recorrência do chamado efeito sanfona frequentemente são tratados apenas como questões estéticas, mas podem indicar o avanço da obesidade. A condição, classificada como uma doença crônica e multifatorial, foi tema de alertas por ocasião do Dia Nacional de Prevenção à Obesidade, celebrado em 11 de outubro.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde, conduzida pelo IBGE, apontam que aproximadamente 41,2 milhões de adultos viviam com obesidade no país, o que representava 25,9% da população adulta. Além disso, o excesso de peso atingia 60,3% dos brasileiros nessa faixa etária, tornando fundamental a identificação precoce de alterações corporais.

Segundo o médico especialista em emagrecimento e longevidade Joaquim Menezes, a prevenção não deve ser adiada até que a saúde e a qualidade de vida estejam comprometidas. O ganho contínuo de peso ao longo dos meses, mesmo que lento, merece avaliação para evitar que o organismo sofra alterações metabólicas silenciosas.

Entre os sete principais sinais de alerta que exigem acompanhamento especializado estão a oscilação constante de peso conhecida como efeito sanfona, o aumento da circunferência abdominal, a dificuldade para controlar a fome e o surgimento de cansaço excessivo ou ronco associado a um sono não reparador.

Além disso, alterações em exames laboratoriais como elevação da glicemia, aumento de triglicerídeos e colesterol, bem como o aparecimento de dores articulares e limitações na rotina, indicam sobrecarga metabólica. O especialista ressalta que o tratamento adequado deve ir além da redução de gordura, buscando também a preservação da massa muscular.

O uso de medicamentos modernos, a exemplo da classe dos GLP-1, ampliou as possibilidades terapêuticas, mas o médico reforça que tais fármacos não devem ser empregados sem orientação clínica ou de forma isolada. O plano de saúde precisa ser individualizado, considerando hábitos, exames e acompanhamento nutricional para garantir a segurança do paciente e combater o preconceito em torno da doença.

Fontes consultadas

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