Eleição presidencial no Brasil chega ao segundo turno em disputa acirrada
Eleitores vão às urnas em um pleito equilibrado que opõe o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao senador Flávio Bolsonaro.
Os eleitores brasileiros participam neste domingo de um segundo turno presidencial extremamente disputado, que opõe o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de esquerda, e o senador de direita Flávio Bolsonaro. A votação ocorre em meio a pesquisas que mostram um empate técnico e expectativas de grandes mudanças nos rumos políticos do maior país da América Latina.
O pleito deste domingo é marcado por divergências logísticas, após o Supremo Tribunal Federal determinar a extensão do horário de votação em duas horas. A medida atendeu a um pedido da campanha de Lula, que apontou problemas e redução na oferta de transporte público em várias cidades, o que, segundo seus aliados, dificultaria o deslocamento de eleitores até as seções eleitorais.
Flávio Bolsonaro, de 45 anos e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, surpreendeu no primeiro turno ao liderar a disputa com 47% dos votos válidos, superando Lula, que registrou 45%. A campanha do senador focou em pautas de segurança pública e críticas ao custo de vida, além de contar com o apoio histórico de eleitores alinhados à direita e simpatizantes do presidente norte-americano Donald Trump.
Por outro lado, Lula busca seu quarto mandato não consecutivo defendendo seus programas sociais de combate à fome e à pobreza, além de ressaltar a queda na inflação e no desemprego durante sua gestão atual. Contudo, o governo tem enfrentado desgaste perante eleitores preocupados com o endividamento familiar e o custo de vida.
A relação com os Estados Unidos e a política externa também desempenharam papéis centrais nos debates. Enquanto aliados de Bolsonaro mantêm laços estreitos com Washington, Lula tem criticado tarifas punitivas impostas aos produtos brasileiros e alertado contra interferências externas na soberania nacional.
As últimas pesquisas de intenção de voto apontaram um cenário de empate técnico dentro da margem de erro, mantendo o suspense sobre o resultado final. O histórico político brasileiro aponta que nenhum candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno conseguiu virar a eleição desde a redemocratização, um dado que analistas apontam como um desafio adicional para a campanha governista.