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Política

Eleições no Brasil: disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro

O pleito presidencial é marcado por votação estendida até as 19h devido a temporais e falhas no transporte público em várias regiões do país.

Por 3 min de leitura

Eleições no Brasil: disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro
Eleições no Brasil: disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro

O Brasil realiza neste domingo a votação do segundo turno das eleições presidenciais em um cenário de forte acirramento político e instabilidade logística entre o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, e o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal. O pleito foi profundamente marcado por intempéries climáticas, problemas no transporte público em diversas regiões e decisões judiciais de última hora que estenderam o horário de encerramento das urnas em todo o território nacional.

A votação, inicialmente prevista para encerrar às 17h, foi prorrogada até as 19h por determinação do Supremo Tribunal Federal, após petições das campanhas de ambos os candidatos. A extensão buscou contemplar eleitores afetados por temporais e alagamentos em estados como São Paulo, Paraná e Santa Catarina, além de assegurar o direito ao voto diante de falhas na circulação de ônibus em municípios importantes.

Em Salvador, reduto eleitoral estratégico, a Justiça Eleitoral registrou problemas graves com a frota de ônibus municipais e determinou medidas severas. A Prefeitura da capital baiana liberou imediatamente os veículos das garagens mesmo após a constatação de propaganda eleitoral irregular, como adesivos do PT colados nos coletivos, enquanto o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia ordenou a prisão do secretário de Movilidad local por causa da redução na frota.

Problemas semelhantes de mobilidade urbana também afetaram o estado do Rio de Janeiro, onde o Tribunal Regional Eleitoral aplicou multas e exigiu a normalização imediata das linhas de ônibus em cidades como São Gonçalo para evitar prejuízos aos eleitores. O clima de tensão eleitoral motivou o envio de parlamentares e observadores políticos para acompanhar de perto a apuração nas principais capitais.

Antes do fechamento total das urnas e da retomada definitiva do escrutinio oficial, o Tribunal Superior Electoral interrompeu a divulgação parcial dos dados acumulados após as 17h. Com o reinício da contagem e uma parcela inicial das urnas escrutadas, os números apontaram uma margem extremamente estreita entre os dois concorrentes, refletindo o cenário de empate técnico previsto pelas pesquisas e pelo desempenho dividido registrado nas votações do exterior.

No exterior, onde a votação foi encerrada antecipadamente em 57 países, o levantamento das actas indicou que o atual presidente venceu em 44 nações, com destaques expressivos para Portugal, Alemanha, Reino Unido e França. Por outro lado, o candidato do Partido Liberal conquistou a maioria dos votos em 13 países, tendo o Japão como seu principal reduto internacional, além de expressiva votação em nações do Oriente Médio e da Ásia.

Enquanto o Tribunal Superior Eleitoral projeta a divulgação dos resultados definitivos para o início da noite, plataformas privadas de apostas e análises estatísticas indicam ligeira vantagem para o atual mandatário na apuração dos votos válidos. A segurança e a lisura do pleito continuam monitoradas de perto por autoridades judiciais e representantes partidários em todo o país.

Fontes consultadas

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