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Saúde

Especialistas debatem saúde e tratamentos na menopausa

Congresso mundial discute evidências científicas sobre reposição hormonal e novos cuidados para o climatério.

Por 2 min de leitura

Especialistas debatem saúde e tratamentos na menopausa
Especialistas debatem saúde e tratamentos na menopausa

O debate sobre os tratamentos e os sintomas associados à menopausa ganhou destaque com especialistas reunidos no 20º Congresso Mundial sobre Menopausa, realizado no Rio de Janeiro. O evento reuniu milhares de profissionais de saúde para discutir as melhores formas de acolher as mulheres durante essa fase de transição hormonal, que afeta o organismo feminino de maneira ampla.

Entre os temas centrais do encontro esteve o uso da testosterona no climatério. A médica australiana Susan Davis destacou a importância de distinguir as indicações sustentadas por evidências científicas das promessas de benefícios ainda não comprovados. Segundo especialistas, a única indicação com respaldo científico consistente é para o transtorno do desejo sexual hipoativo em mulheres na pós-menopausa.

Especialistas alertam que o hormônio não deve ser utilizado de forma generalizada para recuperar disposição, melhorar a memória, favorecer o emagrecimento, aumentar a massa muscular ou prevenir o envelhecimento, pois faltam comprovação científica e dados de segurança de longo prazo para essas finalidades. O acompanhamento médico rigoroso e exames regulares são fundamentais para garantir a segurança das pacientes.

Além das discussões científicas, o período do climatério tem sido cada vez mais debatido em programas de televisão e redes sociais por celebridades e especialistas, ajudando a quebrar tabus históricos. Figuras públicas e artistas têm compartilhado suas vivências com os sintomas, que incluem ondas de calor, insônia, alterações de humor e névoa mental.

A ciência aponta que a queda na produção de hormônios como o estrogênio e a progesterona ocorre devido à redução natural da reserva ovariana ao longo da meia-idade. Esse processo pode gerar dezenas de manifestações físicas e mentais, exigindo abordagens individualizadas que combinam mudanças no estilo de vida, atividade física e alimentação saudável.

No Brasil, estudos mostram que as mulheres entram na menopausa, em média, aos 48 anos. Especialistas reforçam a necessidade de ampliar o acesso igualitário ao atendimento médico especializado e aos tratamentos disponíveis, garantindo acolhimento adequado e qualidade de vida para todas as mulheres durante essa importante fase de transformação.

Fontes consultadas

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