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Saúde

Estudo aponta que tabagismo e obesidade elevam risco de câncer de estômago

Relatórios internacionais detalham o crescimento de tumores em adultos com menos de 50 anos e reforçam a importância de hábitos saudáveis.

Por 3 min de leitura

Estudo aponta que tabagismo e obesidade elevam risco de câncer de estômago
Estudo aponta que tabagismo e obesidade elevam risco de câncer de estômago

O avanço do tabagismo, da obesidade e de mudanças comportamentais tem impulsionado o aumento de diagnósticos de diferentes tipos de câncer, incluindo o de estômago, especialmente entre pessoas com menos de 50 anos nas últimas décadas. A constatação faz parte de análises recentes divulgadas por entidades de saúde internacionais que monitoram a evolução de tumores em várias regiões do mundo.

Segundo os levantamentos, cerca de 40% dos casos de câncer estão diretamente associados a fatores de risco evitáveis, como o consumo de tabaco, o uso excessivo de álcool e a exposição solar inadequada. Além disso, o sedentarismo e o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, fast food e bebidas açucaradas contribuem de maneira significativa para o ganho de peso e o desenvolvimento da obesidade.

Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que a obesidade dobrou entre a população adulta e quadruplicou entre os adolescentes desde os anos 1990, fazendo com que atualmente uma em cada oito pessoas viva com a condição. Especialistas apontam que o excesso de peso e o acúmulo de gordura visceral geram quadros de inflamação crônica e alterações metabólicas que favorecem o surgimento de tumores malignos.

A relação entre o estilo de vida e o risco oncológico também abrange o sistema digestivo. O consumo excessivo de carne processada e o tabagismo entram na lista de principais vilões monitorados pela comunidade médica. O câncer colorretal, por exemplo, tem apresentado alta expressiva tanto entre homens quanto entre mulheres em países como Estados Unidos, Holanda e Inglaterra.

Especialistas ressaltam que, embora a idade continue sendo o principal fator de risco para a maioria das neoplasias, a mudança no comportamento da população mais jovem tem tornado mais frequentes tipos de câncer que antes eram considerados raros nessa faixa etária. O desconhecimento dos sinais de alerta por parte dos jovens muitas vezes resulta em uma demora na busca por atendimento médico, o que impacta diretamente o prognóstico.

Para mitigar esses riscos, autoridades de saúde recomendam estratégias coletivas e individuais. Entre as medidas preventivas estão a adoção de uma alimentação rica em fibras e composta por alimentos naturais, a prática regular de atividades físicas, a manutenção de um peso corporal saudável e a restrição ao consumo de tabaco e álcool.

O diagnóstico precoce segue como a principal ferramenta para elevar as taxas de cura. Programas de rastreamento e exames regulares permitem detectar lesões pré-cancerígenas e iniciar tratamentos em estágios iniciais, o que aumenta consideravelmente as chances de sobrevivência dos pacientes.

Fontes consultadas

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