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Política

Ex-candidata à Presidência do Equador Luisa González é presa

Principal liderança da oposição esquerdista no país, a aliada de Rafael Correa é investigada por supostas irregularidades em financiamento de campanha e lavagem de dinheiro.

Por 2 min de leitura

Ex-candidata à Presidência do Equador Luisa González é presa
Ex-candidata à Presidência do Equador Luisa González é presa

A ex-candidata à Presidência do Equador e principal liderança da oposição de esquerda no país, Luisa González, foi presa nesta quinta-feira (22). A informação foi confirmada inicialmente por Gabriela Rivadeneira, dirigente do partido Revolução Cidadã, e posteriormente corroborada por autoridades policiais e pelo Ministério Público equatoriano, no âmbito de investigações sobre lavagem de dinheiro e irregularidades no financiamento de campanhas eleitorais.

González, que é pupila e principal aliada política do ex-presidente Rafael Correa, disputou o cargo máximo do executivo equatoriano em dois turnos contra o atual presidente, Daniel Noboa, sendo derrotada nos pleitos de 2023 e de 2025. O Ministério Público informou que a operação desta quinta-feira cumpriu mandados de prisão contra três pessoas investigadas por suposta participação no crime de lavagem de dinheiro, incluindo a ex-candidata.

As apurações concentram-se em inconsistências nas contribuições e na origem lícita de recursos utilizados na campanha presidencial de 2023. Em investigações anteriores iniciadas em janeiro, o órgão acusador apontou a suspeita de entrada de recursos em espécie procedentes da Venezuela para financiar a chapa de esquerda, além de gastos irregulares com publicidade.

A defesa da política e representantes do partido Revolução Cidadã negam veementemente as acusações. Segundo González, a prestação de contas dos gastos da campanha de 2023 foi devidamente apresentada ao órgão eleitoral, e a promotoria carece de provas materiais para sustentar os crimes apontados, classificando o processo como uma perseguição política do sistema judicial.

A prisão gerou forte reação do ex-presidente Rafael Correa, que vive asilado na Bélgica e criticou duramente a atuação das autoridades judiciais equatorianas em publicações nas redes sociais. "Prenderam Luisa González. JÁ BASTAAA!!!!", exclamou o ex-mandatário no X, questionando a lisura do sistema de justiça do país sul-americano.

A investigação sobre o esquema de financiamento irregular abrange outras sete pessoas, entre elas Andrés Arauz, que integrou a chapa como candidato a vice-presidente em 2023. A legislação penal do Equador estabelece penas que variam de um a 13 anos de reclusão para o crime de lavagem de dinheiro.

Nos últimos anos, González emergiu como a principal figura do movimento correísta no território equatoriano, acumulando a presidência do partido e capitalizando a polarização política local. Recentemente, ela também enfrentou barreiras eleitorais que barraram suas tentativas de concorrer a cargos em eleições locais.

Fontes consultadas

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