Exército Brasileiro prevê assinar contrato de obuseiros ATMOS no dia 27
Aquisição de lote experimental de 36 unidades marca avanço em negociação que envolve a indústria nacional e a empresa israelense Elbit Systems.
O Exército Brasileiro tem previsão de assinar, no próximo dia 27, o contrato para a aquisição de um lote experimental de obuseiros autopropulsados do modelo ATMOS. O equipamento, desenvolvido pela companhia israelense Elbit Systems, é o foco de um programa que visa modernizar a artilharia da Força Terrestre e conta com um investimento estimado em quase R$ 1 bilhão para a compra total de 36 unidades.
A negociação, que enfrentou um impasse de aproximadamente dois anos, ganhou um novo formato com a inclusão da empresa brasileira Avibras Aeroco. A fabricante nacional firmou um memorando de entendimento com a AEL Sistemas, subsidiária da Elbit no Brasil, para viabilizar a montagem e a integração dos sistemas em território brasileiro, possivelmente utilizando as instalações industriais localizadas em Jacareí, no interior de São Paulo.
A Avibras passou recentemente ao controle da Globe Investimentos, holding dos empresários Joesley e Wesley Batista, conforme comunicado oficial divulgado em 15 de outubro. A nova administração da empresa declarou que pretende ampliar a capacidade produtiva e retomar mercados de exportação para seu portfólio, que inclui mísseis, foguetes e o sistema ASTROS.
O modelo ATMOS foi selecionado pelo Exército em abril de 2024 para compor a Viatura Blindada de Combate Obuseiro Autopropulsado 155 mm Sobre Rodas. O processo de contratação esteve paralisado devido a tensões políticas associadas ao conflito na Faixa de Gaza e às relações diplomáticas entre Brasil e Israel. O plano atual prevê a chegada de um lote de amostra para avaliações técnicas e operacionais antes da aquisição das 34 unidades restantes.
O sistema ATMOS destaca-se por combinar um obuseiro de 155 mm com uma plataforma sobre rodas, oferecendo recursos de navegação e pontaria automatizados. Segundo a fabricante, a tecnologia permite maior mobilidade para o deslocamento entre posições de tiro, reduzindo a exposição da artilharia a contra-ataques, além de possuir capacidade para o emprego de munições guiadas.
A expectativa do comando da Força Terrestre é que a incorporação desses equipamentos amplie significativamente o apoio de fogo. O sucesso da implementação, contudo, dependerá da efetiva participação industrial brasileira na integração e na manutenção dos sistemas ao longo de sua vida útil, conforme os termos que serão estabelecidos nos instrumentos contratuais.
Fontes consultadas
- Rogério Marinho: Não nos opusemos à volta de grupo Exército do Lula, apenas pedimos registro opovo.com.br
- "Exército do Lula" está sem atividade há mais de 15h após internação de Janones por arritmia cardíaca diariodepernambuco.com.br
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- Coreia do Sul condena capitão gay do Exército por relação amorosa com outro militar otempo.com.br
- Exército Brasileiro prevê assinar contrato do ATMOS após acordo entre Avibras e AEL Sistemas - Forças Terrestres forte.jor.br