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Fidel Arenas-Torres é condenado a dez anos e meio de prisão nos EUA

Nacional mexicano foi sentenciado por liderar esquema de tráfico de metanfetamina na reserva indígena Turtle Mountain.

Por 2 min de leitura

Fidel Arenas-Torres é condenado a dez anos e meio de prisão nos EUA
Fidel Arenas-Torres é condenado a dez anos e meio de prisão nos EUA

O mexicano Fidel Arenas-Torres, de 46 anos, foi condenado a dez anos e meio de prisão em um tribunal federal em Fargo, nos Estados Unidos, após décadas de envolvimento com o narcotráfico na região. Conhecido pelo apelido de 'El Pelón', ele operava uma extensa rede de distribuição de metanfetamina na reserva indígena Turtle Mountain, gerando impactos severos e caos na comunidade local.

A investigação apontou que Arenas-Torres continuou comandando o esquema de tráfico mesmo estando atrás das grades, utilizando-se de códigos em comunicações com sua namorada no Minnesota. Ela era responsável por organizar as trocas de drogas e dinheiro com distribuidores diretamente na reserva indígena.

O desmantelamento parcial da rede ocorreu em novembro de 2023, quando um casal de distribuidores foi interceptado pela polícia durante uma abordagem de trânsito. No veículo, as autoridades apreenderam 44 pacotes de metanfetamina escondidos em sacos de ração para gado, totalizando cerca de 22 quilos de drogas com valor estimado de 250 mil dólares.

Registros judiciais indicam que, na época da prisão do casal, Arenas-Torres já cumpria pena por reentrada ilegal nos Estados Unidos após deportação prévia. O histórico criminal do réu inclui prisões por crimes relacionados a entorpecentes no Arizona em 2000 e porte ilegal de identificação falsa em Utah em 2011.

Durante o processo, a acusação destacou que o réu foi o responsável por um enorme influxo de substâncias ilícitas na comunidade de Turtle Mountain. A promotoria havia recomendado uma pena próxima a doze anos, enquanto a defesa solicitou uma condenação de dez anos.

Ao falar perante o juiz por meio de um intérprete, Arenas-Torres expressou arrependimento pelos atos cometidos e admitiu ter escolhido o caminho errado. Ele mencionou possuir familiares com cidadania americana e declarou o desejo de retornar ao país de forma legal no futuro para visitá-los após o cumprimento da pena.

Autoridades do sistema de liberdade condicional informaram que o réu deverá ser deportado de volta para o México tão logo finalize o período de reclusão determinado pela justiça federal norte-americana.

Fontes consultadas

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