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Filme '100 Dias' estreia nos cinemas e revisita travessia de Amyr Klink

Dirigida por Carlos Saldanha e estrelada por Filipe Bragança, produção retrata a histórica viagem a remo do navegador pelo Atlântico Sul em 1984.

Por 2 min de leitura

Filme '100 Dias' estreia nos cinemas e revisita travessia de Amyr Klink
Filme '100 Dias' estreia nos cinemas e revisita travessia de Amyr Klink

A histórica travessia solitária do navegador Amyr Klink pelo Oceano Atlântico Sul ganha as telas dos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29) com a estreia do longa-metragem '100 Dias'. Dirigida por Carlos Saldanha, conhecido por seu trabalho em animações de grande sucesso, a produção reconstrói a jornada realizada pelo brasileiro em 1984, quando ele se tornou a primeira pessoa a cruzar o oceano a bordo de um barco a remo, partindo da cidade de Lüderitz, na Namíbia, com destino à Bahia.

Inspirado no best-seller autobiográfico 'Cem Dias Entre Céu e Mar', publicado em 1985, o filme vai além da reconstituição do feito físico e técnico. A narrativa combina a grandiosidade da aventura em alto-mar com dramas pessoais do explorador, explorando sua busca por autoconhecimento, a solidão enfrentada durante a viagem e conflitos familiares, como a relação complexa com seu pai, retratada por meio de flashbacks.

Para dar vida ao navegador, o ator Filipe Bragança assumiu o papel principal e passou por intensas gravações que exigiram entrega emocional e física. O elenco da cinebiografia conta ainda com nomes de destaque internacional e nacional, incluindo a atriz francesa Philippine Leroy-Beaulieu no papel de Asa Klink, mãe do protagonista, além de Felipe Camargo como o pai, Jamil Klink, e João Vitor Silva como o irmão, Tymur Klink.

A preparação para a expedição real, que durou cerca de dois anos antes do início da travessia em junho de 1984, também é abordada na obra cinematográfica. O projeto envolveu estudos rigorosos de correntes marítimas, planejamento de suprimentos desidratados com apoio nutricional e a construção da embarcação I.A.T., projetada para resistir a condições extremas e equipada com um sistema anticapotagem que se provou vital logo nos primeiros dias no mar.

O desenvolvimento do projeto cinematográfico levou quase dez anos e teve etapas iniciais associadas ao diretor Breno Silveira, que faleceu em 2022. Para recriar o ambiente desafiador do Atlântico Sul com tubarões, tempestades e correntes intensas sem depender exclusivamente de efeitos tradicionais, a produção utilizou animais digitais, gravações em tanques especiais com simuladores de ondas e cenas realizadas na água.

Com distribuição da Buena Vista International, o filme busca preencher uma lacuna no cinema nacional ao apostar em uma superprodução de grande escala sobre um feito tipicamente brasileiro. A estreia ocorre após exibições em circuitos de festivais e promete atrair o público para redescobrir uma das maiores aventuras da história da navegação moderna.

Fontes consultadas

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