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Política

Flávio Bolsonaro aceita desafio de Lula e impõe novas condições para quebra de sigilo

Senador condicionou a abertura de seus dados à divulgação de informações da gestão petista, incluindo registros de assessores e gastos presidenciais.

Por 2 min de leitura

Flávio Bolsonaro aceita desafio de Lula e impõe novas condições para quebra de sigilo
Flávio Bolsonaro aceita desafio de Lula e impõe novas condições para quebra de sigilo

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (21) que aceita o desafio lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a abertura conjunta de sigilos bancários, fiscais e telefônicos. A declaração foi feita durante um encontro com apoiadores em Guarulhos, na Grande São Paulo, marcando um novo capítulo na disputa política entre os principais concorrentes ao cargo.

O embate sobre a transparência de dados teve início durante o debate presidencial promovido pela TV Bandeirantes, quando Lula desafiou seu adversário a autorizar a divulgação de informações confidenciais para que o eleitorado pudesse avaliar as acusações de corrupção trocadas entre as campanhas. Em resposta, a defesa do presidente protocolou petições no Tribunal Superior Eleitoral e no Supremo Tribunal Federal autorizando a liberação de suas informações confidenciais, desde que o parlamentar adotasse procedimento idêntico.

Apesar de aceitar a medida, o candidato do PL apresentou uma contraproposta com novas exigências legais. Flávio argumentou que a iniciativa inicial do governo representava apenas um gesto simbólico, sustentando que o petista não utiliza aparelho celular corporativo e que eventuais contatos e negociações seriam realizados por intermédio de pessoas próximas e assessores.

Entre as exigências apresentadas pela campanha do senador, destaca-se a inclusão de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola e ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, na quebra de sigilo telefônico. O parlamentar justificou que as ligações e articulações direcionadas ao chefe do Executivo passavam frequentemente pelo antigo auxiliar.

Além da inclusão de Marcola, a contraproposta do candidato liberal condiciona a entrega de seus extratos à ampliação do escopo de investigação para abranger os últimos vinte anos, além de exigir a transparência na contabilidade do Instituto Lula. O senador também requereu o detalhamento completo dos gastos realizados com os cartões corporativos da Presidência e da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja.

A lista de exigências apresentadas pela chapa de oposição inclui ainda a liberação dos registros de visitantes e reuniões nos palácios presidenciais, bem como dados relativos a empresas e familiares ligados ao grupo político do atual mandatário. A definição sobre os termos exatos e a validação jurídica dos pedidos de abertura de dados permanecem sob análise dos tribunais superiores em Brasília.

Fontes consultadas

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