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Política

Campanha de Lula pede ao TSE cassação da chapa de Flávio Bolsonaro

Ação protocolada na Justiça Eleitoral aponta suspeitas de abuso de poder econômico e financiamento indireto por meio do filme Dark Horse.

Por 2 min de leitura

Campanha de Lula pede ao TSE cassação da chapa de Flávio Bolsonaro
Campanha de Lula pede ao TSE cassação da chapa de Flávio Bolsonaro

A coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, protocolou nesta sexta-feira uma ação de investigação judicial eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral pedindo a cassação da chapa do candidato Flávio Bolsonaro e de seu vice, Alfredo Gaspar. O grupo político sustenta que a candidatura pode ter sido beneficiada de forma indevida por meio da produção do filme Dark Horse, longa-metragem voltado a retratar a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na peça enviada à Justiça Eleitoral, a coligação classifica o projeto cinematográfico como uma peça de promoção política e questiona a origem dos recursos investidos. Os advogados apontam negociações envolvendo o aporte de milhões de dólares destinados à produção por meio de repasses direcionados a fundos no exterior, cujos valores não constariam na prestação de contas oficial apresentada pela campanha até o momento.

O processo distribuído ao corregedor-geral eleitoral também menciona o envolvimento de Eduardo Bolsonaro e solicita que Flávio e Eduardo sejam declarados inelegíveis pelo prazo de oito anos. Além da cassação do registro ou diploma da chapa, os autores da ação requerem o compartilhamento de provas obtidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, a quebra de sigilos bancários e fiscais, além de perícias contábeis para rastrear as transferências internacionais.

A petição destaca que a apuração é urgente diante do pleito eleitoral e argumenta que a Justiça Eleitoral precisa esclarecer a origem dos pagamentos antes de uma eventual posse. Os partidos responsáveis pela ação argumentam que a produção funcionou como um financiamento indireto e oculto de campanha, gerando vantagem econômica não declarada.

Por sua vez, Flávio Bolsonaro já havia confirmado publicamente que buscou patrocínio privado com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para viabilizar o filme, mas negou veementemente ter recebido qualquer tipo de vantagem pessoal ou cometido irregularidades. A defesa sustenta que todos os contatos realizados tiveram como objetivo exclusivo o financiamento da obra cinematográfica.

A investigação sobre o financiamento do longa ocorre em meio a uma disputa acirrada no segundo turno da eleição presidencial. Enquanto adversários políticos exploram o tema para questionar a transparência da campanha do candidato do PL, a defesa e aliados buscam rebater as acusações e manter o foco nas propostas voltadas à segurança pública e à economia.

Fontes consultadas

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