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Política

Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro assinam abertura de sigilos no TSE

Acordo foi fechado após impasse sobre a inclusão de empresas e pessoas ligadas aos candidatos.

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Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro assinam abertura de sigilos no TSE
Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro assinam abertura de sigilos no TSE

As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro assinaram, nesta quinta-feira, termos no Tribunal Superior Eleitoral para autorizar a abertura de seus sigilos bancários, fiscais e telefônicos. A medida ocorre após um desafio lançado pelo presidente durante um debate eleitoral e aceito pelo adversário, culminando em negociações intensas entre as equipes jurídicas.

O compromisso foi formalizado depois de um impasse em torno da inclusão de dados e empresas específicas. Representantes do Partido dos Trabalhadores relataram que a equipe de Flávio resistiu inicialmente a incluir a empresa Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, em uma manifestação anterior enviada ao tribunal.

A companhia portuguesa entrou no centro das discussões após reportagens apontarem conexões entre o senador e o advogado Willer Tomaz, que é sócio da firma. Documentos obtidos pela Polícia Federal indicavam o compartilhamento de uma conta bancária vinculada à empresa, embora Flávio e Tomaz tenham negado publicamente qualquer irregularidade.

Diante da exigência da campanha de Lula de que a empresa fosse integrada ao escopo da investigação, a equipe do candidato do PL acabou aceitando a condição. O acordo também envolveu a análise dos dados do ex-assessor da Presidência Mauro Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, cuja inclusão foi exigida por Flávio após indícios apontados pela Polícia Federal.

A campanha de Flávio Bolsonaro escalou o ex-procurador e senador eleito Deltan Dallagnol para analisar os documentos bancários e fiscais apresentados pelo atual presidente, por sua esposa Janja Lula da Silva, por seus filhos e pelo ex-assessor. De acordo com a nota divulgada pela equipe do senador, o objetivo é examinar cada extrato em busca de eventuais inconsistências financeiras.

Enquanto a equipe petista defende que os dados sejam integralmente divulgados à população antes do segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo, a campanha de Flávio condicionou a entrega de seus próprios documentos à conclusão da análise do material apresentado por Lula.

Representantes do Partido dos Trabalhadores cobraram agilidade das autoridades judiciárias para que as informações possam ser consultadas publicamente com rapidez. A efetiva divulgação e checagem dos registros dependem dos trâmites legais junto aos órgãos competentes.

Fontes consultadas

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