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Política

Flávio Bolsonaro aceita abrir sigilos sob condições e Lula concorda

Senador apresentou petição ao TSE exigindo que o presidente também divulgue dados de familiares e aliados, e a campanha petista aceitou os termos.

Por 3 min de leitura

Flávio Bolsonaro aceita abrir sigilos sob condições e Lula concorda
Flávio Bolsonaro aceita abrir sigilos sob condições e Lula concorda

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) protocolou nesta terça-feira (21) uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em resposta ao desafio lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a abertura de sigilos. Flávio declarou que aceita abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico referentes aos últimos 20 anos, mas impôs uma série de condições adicionais que incluem a divulgação de informações de parentes e assessores do atual chefe do Executivo.

A resposta da campanha de Lula veio por meio do coordenador e senador Camilo Santana (PT-CE), que afirmou nesta quarta-feira (22) que o presidente aceita todas as exigências impostas pelo adversário. A equipe do petista estabeleceu o prazo até às 11h da quinta-feira (22) para que o parlamentar formalize a entrega das autorizações no TSE.

Na petição enviada à Justiça Eleitoral, a defesa de Flávio Bolsonaro classificou a proposta inicial de Lula como um ato vazio e argumentou que eventuais irregularidades estariam ocultas em nomes de terceiros e empresas. O senador condicionou o levantamento de dados à abertura de informações de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência, e de sociedades ligadas a familiares de Lula, incluindo o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Além disso, as exigências da campanha do candidato do PL abarcam detalhes sobre os registros de visitantes no Palácio do Planalto, despesas do cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023, agendas da primeira-dama Janja e dados de empresas e negócios no exterior. A defesa também mencionou a necessidade de esclarecimentos sobre as relações do governo com a lobista Roberta Luchsinger e a quebra de sigilo do sindicalista Frei Chico, irmão de Lula.

Durante um ato de campanha realizado nesta quarta-feira (21) em Guarulhos, na Grande São Paulo, ao lado do governador reeleito Tarcísio de Freitas, Flávio ironizou o desafio e defendeu a ampliação do escopo. O candidato afirmou que levará a situação às últimas consequências para garantir transparência total à população brasileira antes do segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25).

Por sua vez, a coordenação da campanha de Lula reforçou que o presidente não se opõe a nenhum dos pedidos formulados pelo adversário, desde que o senador cumpra integralmente os compromissos assumidos na petição protocolada. Camilo Santana declarou que comparecerá ao TSE para formalizar a resposta e cobrar o cumprimento imediato dos prazos.

As manifestações de ambos os candidatos foram encaminhadas para análise do ministro André Mendonça, relator do caso no TSE. Cabe agora à Justiça Eleitoral avaliar os aspectos legais dos pedidos de quebra de sigilo e a viabilidade jurídica de abranger dados de terceiros e familiares citados no processo eleitoral.

Fontes consultadas

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