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Política

Campanha de Lula protocola quebras de sigilo e cobra reciprocidade

Equipe do petista entregou autorizações no Tribunal Superior Eleitoral nesta quinta-feira e exigiu medidas equivalentes do adversário.

Por 2 min de leitura

Campanha de Lula protocola quebras de sigilo e cobra reciprocidade
Campanha de Lula protocola quebras de sigilo e cobra reciprocidade

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou nesta quinta-feira, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as procurações de familiares e aliados para a abertura de sigilos bancário, fiscal e telefônico. A iniciativa busca pressionar o ministro André Mendonça, relator do caso, a exigir que o candidato Flávio Bolsonaro adote o mesmo procedimento de transparência.

Os documentos entregues contêm autorizações relativas a nomes como o empresário Fábio Luís Lula da Silva, a primeira-dama Rosangela Lula da Silva, além de ex-assessores e o Instituto Luiz Inácio Lula da Silva. A coligação petista defende que o TSE requisite diretamente os dados às fontes oficiais e promova a divulgação pública e simultânea de todas as informações no sistema da corte.

Durante a entrega dos documentos em Brasília, representantes da campanha argumentaram que a validação judicial é indispensável para conferir credibilidade aos dados. Segundo aliados do presidente, a divulgação desarticulada enfraquece o debate público e não garante a veracidade das informações apresentadas pelos candidatos.

Por sua vez, a defesa de Flávio Bolsonaro apresentou anteriormente um conjunto de exigências para liberar seus próprios dados, incluindo registros de visitas governamentais e informações sobre despesas e familiares do atual chefe do Executivo. Enquanto a equipe petista afirma ter acatado integralmente as condições estabelecidas, os adversários alegam que os documentos trazidos ainda precisam de análise aprofundada.

A decisão sobre o formato da divulgação caberá ao relator André Mendonça, que pontuou anteriormente que a renúncia aos sigilos independe de ordens judiciais e fica a critério de cada candidato. Caso o magistrado recuse o pedido de requisição centralizada, a coligação de Lula informou que pretende recorrer ao plenário do tribunal para que a corte atue como árbitro do acordo.

Enquanto o impasse sobre a transparência financeira avança na Justiça Eleitoral, o tribunal também lida com outras frentes da disputa. O presidente da corte, Kassio Nunes Marques, estabeleceu prazo para que plataformas digitais prestem esclarecimentos sobre o funcionamento de canais de mobilização de eleitores na internet, com foco em eventuais práticas de impulsionamento e coordenação de conteúdos.

Fontes consultadas

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