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Política

Flávio Bolsonaro vota a favor do fim da escala 6x1 e amplia apoios na corrida presidencial

Senador registrou voto remoto na PEC e busca consolidar alianças políticas para o segundo turno das eleições.

Por 3 min de leitura

Flávio Bolsonaro vota a favor do fim da escala 6x1 e amplia apoios na corrida presidencial
Flávio Bolsonaro vota a favor do fim da escala 6x1 e amplia apoios na corrida presidencial

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) votou de forma remota na última quarta-feira a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial. A medida foi aprovada pelo Senado com 75 votos a 1 e seguiu para promulgação, em um cenário em que a pauta ganhou forte apelo popular durante o período eleitoral.

A trajetória política de Flávio Bolsonaro iniciou-se no Legislativo estadual do Rio de Janeiro, onde exerceu quatro mandatos consecutivos como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) a partir de 2003. Em 2018, foi eleito senador pelo Rio de Janeiro para um mandato de oito anos que se encerra no início de 2027. No âmbito federal, atuou em comissões como Desenvolvimento Regional e Turismo, Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor, além de ter sido eleito em fevereiro de 2025 para presidir a Comissão de Segurança Pública do Senado.

Na disputa presidencial, Flávio tem buscado ampliar sua rede de apoios na reta final da campanha no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador angariou adesões de ex-presidenciáveis e de partidos que somam 244 deputados e 27 senadores. Entre os nomes que anunciaram apoio à sua candidatura estão o escritor Augusto Cury, o governador de Minas Gerais Romeu Zema e o senador Ronaldo Caiado, além do ex-presidente Michel Temer.

Apesar das alianças firmadas, pesquisas recentes demonstram que o apoio de lideranças políticas não resulta em transferência automática de votos. Levantamento do Datafolha indicou que 46% dos eleitores dos candidatos derrotados migraram para o senador, enquanto 32% passaram a declarar voto em Lula, com outros 15% optando por branco ou nulo. O cientista político Antonio avaliou que as alianças geram um efeito positivo de favoritismo, mas pondera que a migração do eleitorado ocorre de forma dividida.

Em relação à votação da PEC da jornada de trabalho, Flávio declarou anteriormente que possuía ressalvas e preferia a liberdade para o trabalhador montar sua escala, mas decidiu acompanhar a vontade da maioria. O candidato também sinalizou que o governo federal deve arcar com compensações financeiras para os empresários devido aos impactos da mudança.

A campanha do candidato do PL também tem intensificado atos públicos e carreatas pelo país. No último sábado, uma mobilização em Curitiba reuniu o governador eleito do Paraná, Sergio Moro, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, e o governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco, com o objetivo de reforçar a unidade política da região Sul em torno da candidatura presidencial.

Fontes consultadas

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