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Forças do Iêmen e houthis travam batalha por rota estratégica

Confrontos intensos no Estreito de Bab el-Mandeb e ataques com mísseis contra a Arábia Saudita agravam o conflito e geram impacto nos mercados globais de energia.

Por 2 min de leitura

Forças do Iêmen e houthis travam batalha por rota estratégica
Forças do Iêmen e houthis travam batalha por rota estratégica

As forças governamentais do Iêmen divulgaram nesta quinta-feira (8) imagens de veículos blindados avançando contra combatentes houthis nos arredores do Estreito de Bab el-Mandeb, uma das rotas marítimas mais vitais do Oriente Médio. O material videográfico exibe veículos oficiais passando por cima de combatentes armados e desarmados na costa arenosa da região, em meio à contraofensiva para retomar o controle do estreito.

O Estreito de Bab el-Mandeb havia sido ocupado pela milícia houthi no mês passado, o que provocou forte impacto no mercado internacional de petróleo e elevou os preços dos combustíveis em todo o planeta. A perda do território motivou uma nova campanha de bombardeios da Arábia Saudita, realizada com o apoio de inteligência e assistência operacional dos Estados Unidos, além do envolvimento militar de países como Turquia e Paquistão.

Enquanto o governo iemenita tenta recuperar o terreno perdido na costa do Mar Vermelho, a milícia houthi intensificou os ataques de retaliação contra território saudita. Na quinta-feira, explosões foram registradas na capital da Arábia Saudita, Riad, após autoridades locais relatarem a interceptação de dois mísseis balísticos. Os ataques ocorrem na sequência de investidas contra aeroportos que deixaram três mortos e dezenas de feridos na região.

O governo saudita e seus aliados intensificaram as operações militares contra dezenas de instalações dos houthis, incluindo depósitos de mísseis e centros de comando. A escalada dos combates colocou a Arábia Saudita sob forte pressão internacional e doméstica, ameaçando os planos econômicos do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman voltados para o turismo e os negócios na região.

Analistas internacionais apontam que a fragilidade interna e as divisões persistentes dentro do próprio governo iemenita facilitaram o avanço inicial da milícia houthi. O grupo armado, que surgiu na década de 1990 e conta com o respaldo do Irã, consolidou suas capacidades militares durante a pausa nos conflitos proporcionada por uma trégua firmada em 2022.

Desde a retomada das hostilidades em setembro, as Nações Unidas estimam que cerca de 200 mil iemenitas foram deslocados pela violência. Organizações de direitos humanos e observadores internacionais alertam que a intensificação das operações militares ameaça aprofundar ainda mais a crise humanitária no Iêmen e expandir a instabilidade para todo o Oriente Médio.

Fontes consultadas

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