França suspende granadas de efeito moral em protestos estudantis
Medida foi anunciada pelo governo francês após um jovem de 15 anos perder a mão durante um confronto com a polícia na cidade de Lens.
O governo da França anunciou nesta quarta-feira, dia 7, a suspensão do uso de granadas de efeito moral pelas forças de segurança durante os protestos estudantis no país. A decisão ocorre na sequência de um grave incidente na cidade de Lens, localizada no norte francês, onde um adolescente de 15 anos sofreu a amputação da mão em meio a confrontos com policiais.
A medida foi comunicada publicamente pelo ministro do Interior, Laurent Nuñez, durante entrevista à rádio RTL. O chefe dapasta reconheceu a existência de uma forte probabilidade de que o dispositivo explosivo disparado por agentes da lei tenha sido o responsável direto pelo ferimento grave sofrido pelo jovem manifestante.
Segundo o ministro, a proibição temporária do uso desses armamentos aplica-se exclusivamente às manifestações organizadas por estudantes do ensino médio e vigorará apenas pelo tempo necessário para que as autoridades esclareçam os fatos. O governo enfrenta crescentes críticas de estudantes, oposição política e organizações de direitos humanos devido a denúncias de uso excessivo de força.
A onda de protestos estudantis na França já se estende por mais de duas semanas, impulsionada inicialmente por reclamações sobre a escassez de professores em instituições de ensino secundário. O movimento ganhou ampla adesão e se espalhou por centenas de escolas e universidades em todo o território nacional, resultando em bloqueios e interrupções nas atividades acadêmicas.
As manifestações recentes têm sido marcadas por episódios de violência, com confrontos intensos entre manifestantes e policiais em cidades como Paris, Lyon, Rennes e Estrasburgo. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu classificou a atual mobilização como a mais violenta registrada nas escolas do país em várias décadas.
Balanços oficiais divulgados pelo Ministério do Interior apontam que centenas de pessoas, incluindo policiais e adolescentes, ficaram feridas desde o início dos atos, e milhares de indivíduos foram detidos em operações policiais relacionadas ao movimento. Diante do agravamento da crise, o presidente Emmanuel Macron convocou reuniões de emergência no Palácio do Eliseu.
Para tentar conter a revolta e restabelecer a ordem pública, o governo buscou abrir diálogo com os estudantes, qualificando as queixas como legítimas e prometendo propostas concretas para resolver questões estruturais nas escolas, como a reposição de docentes ausentes e a realização de reparos em prédios deteriorados.
Fontes consultadas
- Israel recorda 3 anos dos ataques do Hamas com cerimônias, protestos e tensão política terra.com.br
- França suspende uso de granadas de efeito moral após jovem perder a mão em protesto veja.abril.com.br
- Três anos após 7 de Outubro, Israel tem protestos por investigação e homenagens às vítimas; Hamas exalta ataque oglobo.globo.com