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Economia

Grupo Ri Happy protocola pedido de recuperação extrajudicial

Rede varejista busca renegociar dívidas diretamente com credores em meio a um processo de reestruturação operacional.

Por 3 min de leitura

Grupo Ri Happy protocola pedido de recuperação extrajudicial
Grupo Ri Happy protocola pedido de recuperação extrajudicial

O Grupo Ri Happy, uma das principais redes varejistas de brinquedos e produtos infantis do Brasil, protocolou no último domingo um pedido de recuperação extrajudicial com o objetivo de renegociar seus débitos financeiros. A informação foi confirmada pela empresa por meio de um comunicado oficial, no qual destacou que a medida já conta com uma expressiva adesão por parte dos credores envolvidos.

A ferramenta de recuperação extrajudicial permite que o devedor negocie acordos diretamente fora do âmbito judicial, embora o pacto final ainda precise ser posteriormente homologado pela Justiça brasileira. A companhia optou por não divulgar o montante total da dívida que está sendo rediscutida neste momento de reestruturação.

Paralelamente ao processo de renegociação, a varejista informou que promoveu alterações em suas equipes corporativas e que passará a contar com uma nova sede. As mudanças ocorrem após a aquisição da companhia em agosto deste ano pela BluSun Capital Partners, uma sociedade anônima nacional de capital fechado.

A comprador é liderada por Héctor Nuñez, que assumiu o cargo de diretor-presidente da Ri Happy pela segunda vez. Nuñez, que já havia comandado a rede entre 2012 e 2020, possui mais de 25 anos de experiência no setor de varejo, tendo passado por grandes organizações como Walmart Brasil, The Coca-Cola Company e o grupo Novonor.

A nova diretoria do grupo conta agora com Carlos Fernandes na diretoria operacional, Diego Motta como diretor financeiro, Sandra Haddad na diretoria comercial, Alexandra Carrão liderando Gente e Gestão, e Robledo Castro na área de Tecnologia e Informação. Segundo a empresa, as modificações buscam reequilibrar a estrutura de capital e garantir a sustentabilidade do negócio.

A decisão de reestruturação também sucede uma iniciativa frustrada de inovação no modelo de negócios da marca. Em junho, a rede inaugurou no Shopping Morumbi, em São Paulo, uma nova bandeira chamada Divertudo, que misturava a comercialização de brinquedos com entretenimento e experiências, mas o formato acabou não apresentando um bom desempenho nas vendas.

Em nota oficial, a companhia apontou que o varejo nacional enfrenta um momento desafiador, marcado por taxas de juros elevadas, transformações no comportamento de consumo, acirramento da concorrência e os impactos acumulados da pandemia nos últimos anos.

Fundada em 1988, a Ri Happy expandiu sua atuação ao longo das décadas e comprou a concorrente PBKids em 2012. No momento da compra pela BluSun em agosto, a rede totalizava 293 estabelecimentos comerciais, somando unidades próprias e franqueadas das bandeiras Ri Happy e PBKids em todo o território nacional.

Fontes consultadas

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