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Saúde

Impacto dos animais de estimação na saúde e no bem-estar de idosos

Pesquisa revela que cães e gatos ajudam a reduzir a solidão na terceira idade, mas apontam desafios financeiros e logísticos.

Por 2 min de leitura

Impacto dos animais de estimação na saúde e no bem-estar de idosos
Impacto dos animais de estimação na saúde e no bem-estar de idosos

A adoção de animais de estimação por adultos na terceira idade traz benefícios significativos para a saúde mental e o bem-estar emocional, segundo dados divulgados por uma pesquisa recente da Universidade de Michigan. O estudo sobre envelhecimento saudável apontou que a grande maioria dos participantes relata um incremento no senso de propósito proporcionado pela rotina de cuidados com cães e gatos.

Entre os 2.698 entrevistados com idades entre 50 e 95 anos, mais da metade já possuía animais domésticos. Os resultados mostram que 71% dos tutores consideram que aproveitam mais a vida após a adoção, enquanto 64% sentem-se mais queridos e amados no dia a dia.

Além do impacto positivo na autoestima e na motivação pessoal, os pets atuam diretamente contra o isolamento social. Cerca de 70% dos participantes relataram que a convivência com animais facilita a criação de conexões humanas, servindo como ponto de partida para interações e conversas casuais durante passeios e consultas veterinárias.

Os animais também desempenham papel relevante na distração de idosos que enfrentam dores crônicas ou desconfortos de natureza física e emocional. Nesse contexto, iniciativas terapêuticas com bichos em ambientes clínicos têm ganhado espaço entre cuidadores e profissionais da área da saúde.

Apesar dos aspectos positivos, o levantamento também destacou o lado desafiador da posse de animais na maturidade. Cerca de 31% dos tutores afirmam que os gastos com alimentação e cuidados veterinários comprometem de forma significativa o orçamento doméstico.

Questões logísticas e de saúde também aparecem no radar dos especialistas. Mais da metade dos entrevistados relatou dificuldades adicionais para viajar e realizar atividades fora de casa, e um em cada seis donos admitiu colocar as necessidades do pet à frente das próprias.

O estudo ainda aponta riscos físicos decorrentes da interação com os animais, com 6% dos idosos relatando quedas ou ferimentos ao tentarem acompanhar o ritmo de cães e gatos. Por fim, especialistas alertam para a gravidade do luto decorrente da perda de um animal de estimação, destacando que o impacto emocional precisa ser levado a sério na saúde mental dos tutores.

Fontes consultadas

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